Das 16 pistas do atual calendário da F-1, em apenas três se corre no sentido anti-horário: Interlagos, Ímola, e Suzuka, no Japão. Mas, a rigor mesmo, apenas o circuito de São Paulo, pela disposição de suas curvas, apresenta dificuldades relacionadas a esse fato. ‘‘A musculatura do pescoço do lado direito fica submetida às forças que normalmente agem no sentido contrário nos outros autódromos’’, explica Jarno Trulli, da equipe. Pode parecer um simples detalhe, mas a maioria dos pilotos considera o GP do Brasil como um dos mais exigentes.
Nelson Piquet era um piloto bastante sensível a essa variação de direção das forças que atuam sobre o capacete. ‘‘Depois da metade da corrida procurava algum apoio para a cabeça para diminuir a força que tinha de fazer para mantê-la ereta’’, dizia Nelson. Agora não é diferente. ‘‘As dificuldades penso serem até maiores’’, argumenta Barrichello.
Já para o alemão Michael Schumacher, correr em Interlagos requer esforços menores que sua capacidade física possui de reagir. A explicação é do seu assessor de imprensa, Heine Buchinger. ‘‘O preparo de Schumacher lhe dá uma condição física que talvez seja única na F-1.’’

mockup