Atenas - O atirador paranaense Rodrigo Bastos ficou a quatro pratos de Ahmed Almaktoun, dos Emirados Árabes, último classificado para a final da fossa olímpica nos Jogos de Atenas, com a marca de 117 pratos em 125 tiros. Apenas os seis primeiros, do total de 35 atiradores, classificavam-se para a segunda fase. Almaktoun fez 121 pontos nas eliminatórias.
O russo Alexei Alipov primeiro classificado com 124 pontos em 125 tiros, igualando a marca ao recorde olímpico ficou com a medalha de ouro, com o total de 149 acertos, em 150 tentativas. A prata ficou com o italiano Peliello Giovani (146) e o bronze com o australiano Adam Vella (145).
''Senti a pressão de ser o único representante brasileiro no tiro. Não que isso tenha influenciado muito no resultado, mas quando atirei pela última vez, senti um peso enorme saindo dos meus ombros'', comenta o atirador.
''O resultado, pelo tempo que tive de preparação, não está ruim. Claro que preferiria ter feito pelo menos 121 pontos. Mas não posso me cobrar mais do que isso. Acho que de todos, eu sou o que menos competiu nesses últimos três anos. O nível de todos aqui é semelhante. O que faz a diferença é o número de competições que participa'', diz Bastos, que ficou 11 anos afastados da modalidade para se dedicar a profissão de dentista.
Bastos, que havia perdido cinco pratos retos no primeiro dia de competição, perdeu mais três ontem. Na primeira série do dia, errou o 16º prato na diagonal esquerda, e o 25º , na diagonal direita; e na outra, errou o segundo tiro.
Esta foi a segunda participação de Bastos em Olimpíadas. Ele esteve em Seul, em 1988, onde ficou com a sétima colocação. ''Lá a pontuação foi muito diferente. Não dá para comparar com a de agora. Mas estou muito mais feliz com o que fiz aqui. Estava melhor. Lá eu ainda era criança'', diz, entre risos, referindo-se à vida útil dos atletas do tiro que costuma chegar aos 50 anos de idade.

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