Sensação, Paranavaí quer ir ainda mais longe
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2003
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
O Paranavaí não se contenta em ser a ''sensação'' do campeonato. O Vermelhinho do Fim da Linha tem força para sonhar mais alto. ''Queremos estar na final'', afirma o presidente Édson ''Salomão'' Felippe.
Não é fácil pôr em dúvida esta convicção do presidente do clube. A campanha, irrepreensível, e uma ousadia pouco vista em outros clubes do interior são argumentos consistentes para acreditar que a ''zebra'' continue passeando nos playoffs. ''Montamos o time para ser a quarta força do Estado. A mim, nossa campanha não surpreende'', disse, enfático, o diretor de futebol Lourival Forquin.
Amanhã, às 16 horas, com televisionamento para todo o Estado, haverá o encontro do vice-líder Paranavaí com o Coritiba, a única equipe da capital que faz campanha satisfatória.
Paranavaí deve viver uma tarde de gala para celebrar o desempenho do seu time: cinco vitórias e 100% de aproveitamento em seu estádio. A diretoria espera a presença de 15 mil pessoas no Felipão amanhã.
Mas não se vive um sábado assim, glorioso, sem trabalho árduo e com boa antecedência. Segundo Forquin, o elenco está montado desde dezembro e o técnico Itamar Bernardes já tem respaldo desde o início da temporada passada.
Neizinho, dispensado pelo LEC, é hoje símbolo do grupo experiente e unido comandado por Bernardes (de currículo modesto, trabalhou apenas em pequenos clubes paranaenses e do sul-matogrossense).
Vice-artilheiro do campeonato, Neizinho já fez seis gols e está acompanhado dos também conhecidos do torcedor londrinense Aléssio, dos meias Edílson e Júlio, do lateral-direito Daniel e do lateral-esquerdo Maurício. O presidente Salomão lembra que desde março do ano passado o clube mobilizou uma equipe de olheiros para observar estes jogadores.
Enquanto o time era vice-campeão da Segundona, a comunidade já estava mobilizada. Além de ter amparo da administração municipal em busca de patrocinadores, um pequeno grupo de empresários se comprometeu a investir. Foram vendidas placas publicitárias no estádio e fechado um patrocínio com a cooperativa de crédito Sicredi. Hoje o clube não tem dívidas e paga em dia a folha salarial de R$ 47 mil. E melhor: os jogadores recebem o chamado ''bicho molhado'' prêmio em dinheiro por vitória pago ainda no vestiário.


