Sensação de derrota
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domingo, 06 de setembro de 2015
Agência Estado 
São Paulo - O técnico Marcelo Oliveira confessou que o empate no clássico deixou a sensação de derrota, principalmente pelo fato de o Palmeiras estar à frente no placar em três vezes. "Se a gente avaliar que o Corinthians é o time mais regular do torneio, a gente até aceita o empate. Mas estivemos à frente três vezes. Por isso fica a sensação de derrota", disse o treinador.
O meia Robinho também lamentou que o time tenha cedido três empates. "Foram erros nossos. É uma coisa que a gente precisa corrigir", avaliou.
As principais falhas da equipe, na visão do treinador e também dos jogadores, foram os gols de bola parada que o time sofreu. "Não foram gols bobos. Levamos dois gols de bola parada. É preciso ter atenção e precisamos melhorar a marcação", disse o técnico.
Um lance importante também foi destacado pelo treinador. Quando o time vencia por 3 a 2, Zé Roberto desperdiçou grande oportunidade. "Tivemos uma chance clara e tínhamos o controle. O Corinthians tem todos os méritos e se aproveitou de erros de adversário".
O empate trouxe um grande prejuízo para o Palmeiras na tabela de classificação. Agora, o time está três pontos atrás do G4, que tem o São Paulo na quarta colocação. "Podíamos ter avançado na tabela, mas vamos buscar a recuperação na próxima partida", afirmou Marcelo Oliveira, que não terá Lucas, Robinho, Dudu e Gabriel Jesus, suspensos, quarta-feira, contra o Inter, no Beira-Rio.
SORTE
Se existe a tal "lei do ex", ela deu as caras neste domingo. Vagner Lover, cria do Palmeiras, fez um gol contra o ex-clube, participou de outro (anotado contra para Amaral) e mais que isso: talvez ele tenha feito a sua melhor partida pelo Corinthians. Por isso foi o clássico de Love. O criticado e até então contestado atacante virou artilheiro. Engrenou boas atuações após voltar a ser titular (Luciano se machucou) e voltou a marcar gols. Se não é aquele Vagner Love de arrancadas e dribles, é um atacante mais matador e oportunista.
Foi assim que ele marcou dois gols contra o Cruzeiro e foi assim ontem contra o Palmeiras. A boa fase, segundo ele próprio, teria voltado. Ou pelo menos a sorte voltou. "Acho que os gols saíram na hora certa. Acho que é sorte. Antes a bola estava batendo em mim e saía (para fora). Hoje (domingo) não", disse o jogador.


