São Paulo - Há oito anos o piloto Ayrton Senna morria durante a disputa do 14º Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália. E de lá para cá, a todo ano, os fãs do tricampeão mundial de Fórmula 1 o reverenciam na data de sua morte. E ontem não foi diferente. Em São Paulo, onde está enterrado, muita gente esteve presente visitando seu túmulo.
A morte do brasileiro chocou o mundo. A prova ainda estava nas voltas iniciais quando a Williams escapou de repente da pista, na entrada da fatídica curva Tamburello, onde Piquet se acidentou em 87, Berger em 89 e Patrese em 92.
Com certeza Senna teve algum problema no seu carro. A Williams seguiu reto, ele nem sequer esboçou iniciar a curva. Entre o asfalto e o muro de concreto há quatro metros de cimento no chão, ou seja, nada que contenha a velocidade do veículo antes de um eventual choque. O brasileiro não tem tempo de reagir com nenhuma manobra. Entre a pane se manifestar, ocasionando a indirigibilidade do carro, e o choque não decorreu mais de um segundo. O FW16 colidiu a cerca de 280 km/h.
O atendimento médico foi demorado. O médico Sid Watkins, da FIA, quis comandar essas operações em Ímola. Mas não havia muito o que fazer para reverter o quadro de coma profundo estabelecido ainda no autódromo, segundo o médico Cosco, que o seguiu no helicóptero até o hospital em Bolonha. A Fórmula 1 perdia um grande piloto, possivelmente o maior de todos os tempos. Todos os acusados de homicídio culposo foram inocentados três anos mais tarde.

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