Senna ainda é reverenciado em Ímola
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de abril de 2001
Agência EstadoDe Ímola, Itália 
É comum as pessoas que vão ao autódromo Enzo e Dino Ferrari abaixarem a voz e nem mesmo conversar quando se aproximam da curva Tamburello, por dentro do Parco delle Acque Minerale. Quase sete anos depois da morte de Ayrton Senna, naquele local, as reverências e manifestações de carinho ao ídolo, ainda que bem menos numerosas, não cessaram. Ele continua representando muito para nós, diz Ralf Könnel, do fã clube do piloto na Alemanha, surpreendido quando pendurava na cerca que separa a pista do parque fotos de Senna.
O clima é meio que de uma igreja ao redor do pequeno santuário que se formou na cerca de metal no autódromo. Ao contrário do que muitos pensam, onde correu a tragédia não é lá, mas a aproximadamente 200 metros mais para trás e do outro lado da pista. Eu não tinha idéia disso, afirma Carlo Timpini, que com o filho, quase de colo, que foi conhecer o local onde Senna morreu.
A curva Tamburello agora é um S de baixa velocidade e não mais um segmento percorrido em sexta marcha, a 300 km/h. O muro em que a Williams se chocou no GP de San Marino de 1994 está agora protegido por várias fileiras de pneus e bem distante do leito do asfalto, pela alteração do traçado.
Não é mais possível ver o ponto em que houve o choque. Os administradores do parque procuraram também descaracterizar o lugar, ao refazê-lo. Agora há belos jardins, um córrego que passa sob a pista, bem debaixo da Tamburello, playground e um imenso galpão coberto, aberto dos lados, para atividades culturais.


