Senadores têm fortes indícios contra treinador
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2000
Agência Estado De Brasília 
Os senadores saíram do depoimento de Luxemburgo convencidos que ele sonegou e lavou dinheiro, falsificou documentos e que são bens fortes os indícios de que ele teria recebido propina na compra e venda de jogadores. A prova mais forte é uma agenda entregue à CPI por Renata Alves, em que nas anotações feitas por Luxemburgo aparece o nome de 12 jogadores que, segundo ela, teriam sido negociados com vantagens para ele.
O delegado da Polícia Federal, Reinaldo de Almeida, que acompanhou o depoimento, levou a agenda para submeter as anotações a uma análise grafotécnica. O exame confirmará se a letra é mesmo do treinador.
O presidente da comissão, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), anunciou que em fevereiro, no retorno dos trabalhos do Congresso, vai promover uma acareação entre Wanderley Luxemburgo e Renata Alves. Ele também deixou claro que o treinador será chamado novamente para depor. Da próxima vez, como ocorre nas CPIs, já estarão respondidas graças à quebra de sigilo bancário e fiscal as perguntas feitas agora. E nesse caso a mentira, ou perjúrio como dizem os senadores, será respondida com uma ordem de prisão.


