Senador quer a CBF em Brasília em 2000
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terça-feira, 23 de novembro de 1999
Por Sílvio Barsetti 
Rio, 23 (AE) - O senador José Roberto Arruda (PSDB-DF) vai apresentar no início de 2000 um projeto-lei no Senado para tentar a transferência da sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) do Rio para Brasília. Ele delegou à sua assessoria legislativa um estudo sobre o assunto e acredita que possa atingir o objetivo por considerar que a CBF presta serviços públicos, embora seja uma entidade de direito privado. "Chegou a hora de dar uma vasculhada no futebol brasileiro, de acabar com o poder centralizador daqueles que o controlam", afirmou.
Arruda reagiu com indignação às declarações do vice-presidente de Futebol do Vasco, o deputado federal Eurico Miranda (PPB-RJ), que, ontem, o acusou de ser um "laranja" do futebol do País e o criticou por ter ido à CBF pedir pela permanência do Gama na Primeira Divisão.
"Vou onde quiser, com quem quiser, do jeito que quiser e não tenho de pedir licença a ele", reagiu Arruda. "O deputado Eurico, a quem não devo a menor satisfação, já contribuiu muito para acabar com o futebol carioca e tem de respeitar o meu mandato." O senador chegou a fazer um alerta para os torcedores e dirigentes do Vitória-BA, que disputa amanhã uma vaga à semifinal do Brasileiro com o Vasco. "É bom que eles abram os olhos, porque senão, serão garfados", disse.
Líder do governo no Senado, Arruda quer promover alterações na Lei Pelé e fazer reformulações na estrutura do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). Ele disse que vai continuar lutando pelo não-rebaixamento do Gama à Série B do Campeonato Brasileiro - o clube brasiliense foi diretamente prejudicado com as decisões do TJD de dar a Botafogo-RJ e Internacional os pontos de seus jogos com o São Paulo, por causa da escalação supostamente irregular de Sandro Hiroshi. "Vou às últimas instâncias em defesa do torcedor que mora em Brasília, do consumidor de futebol, que está se sentindo lesado."
Para ele, o julgamento do TJD foi "faccioso e político". "Tenho crédito para falar tudo isso, já que não sou dirigente de clube e nem ganho dinheiro com o futebol", prosseguiu. Arruda também garante ter o apoio de vários parlamentares para acabar com os bingos no Brasil, uma idéia que deve começar a ser trabalhada no primeiro semestre de 2000.


