Senado prorroga CPI até 2001
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quarta-feira, 22 de novembro de 2000
Agência Folha De São Paulo 
Os parlamentares da CPI do Futebol, instalada no Senado, aprovaram ontem a prorrogação dos trabalhos da comissão até 15 de dezembro do ano que vem. Inicialmente, a CPI teria duração de apenas 180 dias. Nós entendemos que ainda há muito o que investigar, e agora teremos tempo para trabalhar com tranquilidade, declarou o presidente da comissão, senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
Para Dias, as descobertas feitas até aqui mostram o quanto o erário está sendo prejudicado. Estou espantado com o prejuízo que o país sofre com a informalidade, com elisão fiscal e lavagem de dinheiro. É pior do que imaginávamos. O futebol está todo na informalidade, disse o parlamentar.
Anteontem, a CPI recebeu uma lista com os salários de 14 jogadores e constatou que está havendo sonegação fiscal. Paulo Nunes, do Grêmio, por exemplo, receberia apenas R$ 3.500,00/mês. Zinho e Itaqui, também do tricolor gaúcho, ganhariam R$ 5 mil mensais.
Dias declarou que um dos principais objetivos da comissão é propor leis para diminuir o prejuízo. Os dirigentes têm que pagar pelo que fazem nos clubes. Temos que elaborar leis para diminuir a impunidade que infestou o futebol brasileiro.


