Brasília - O Senado adiou para a semana que vem a votação da medida provisória (MP) que permite aos times de futebol brasileiros refinanciarem suas dívidas tributárias e retornarem à Timemania. O relator da medida provisória, senador Gim Argello (PTB-DF), retirou do texto trecho que impunha maior transparência às entidades esportivas brasileiras.
Por sugestão de um grupo de atletas e congressistas, Gim havia incluído no texto proposta que altera a Lei Pelé ao impor regras de gestão e transparência para que entidades, clubes, federações e confederações esportivas recebam recursos públicos e isenções tributárias.
Entre as novas regras, estão o fim de mandatos ilimitados para os presidentes das entidades, cláusula anti-nepotismo para parentes até segundo grau dos dirigentes, remuneração dos presidentes das entidades e participação de atletas na escolha das cúpulas das confederações, entre outras.
Gim disse que adiou a votação para "ajeitar" alguns pontos do texto. O senador afirmou que só vai incluir a proposta dos atletas se o governo fizer essa determinação. "Eu nunca admiti incluir isso no texto. O que o governo me pede, eu faço. Se não pedir, não faço", afirmou.
Os atletas e congressistas que apoiam a mudança dizem que o relator agiu para defender interesses da CBF. Eles prometem pressionar o governo, especialmente o Ministério dos Esportes, para que a proposta retorne à medida provisória. "O tema está ecoando, ganhando corpo, não estamos sozinhos nessa. Esperamos posição do governo e vamos trabalhar até a semana que vem", afirmou Ana Moser, ex-jogadora de vôlei.

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