São Pau­lo - Pa­ra uma ge­ra­ção in­tei­ra da na­ta­ção, com­pe­tir com o cor­po ex­pos­to, ape­nas da ber­mu­da ou da sun­ga, se­rá uma no­vi­da­de. Na­da­do­res co­mo Ce­sar Cie­lo, que tem 22 ­anos, ­eram ado­les­cen­tes quan­do sur­gi­ram os pri­mei­ros ­maiôs que co­brem to­do o cor­po - os cha­ma­dos ‘‘­fast ­skin’’, no ano 2000.
  Cres­ce­ram com­pe­tin­do com es­sas ves­ti­men­tas e se adap­ta­ram à rea­li­da­de dos tra­jes em­bor­ra­cha­dos. ‘‘A di­fe­ren­ça não se­rá tão gran­de (a par­tir de 2010). Mas va­mos pre­ci­sar de um pe­río­do de adap­ta­ção pa­ra per­ce­ber me­lhor o cor­po na ­água’’, dis­se Fe­li­pe Fran­ça, vi­ce-cam­peão mun­dial dos 50 m pei­to.
  Com os tra­jes de bor­ra­cha, os na­da­do­res tam­bém têm o cor­po ‘‘­moldado’’, fa­zen­do com que ele se mo­vi­men­te de ma­nei­ra ­mais cor­re­ta. Al­guns trei­na­do­res ­creem que o fim des­ses ­maiôs irá obri­gar os atle­tas a cui­da­rem ain­da ­mais da for­ma fí­si­ca.
  ‘‘Te­re­mos de ter ­mais aten­ção ao per­cen­tual de gor­du­ra, ­pois is­so aju­da na ­flutuabilidade’’, dis­se Fer­nan­do Van­zel­la, do Mi­nas, téc­ni­co de Thia­go Pe­rei­ra e Joan­na Ma­ra­nhão. A na­da­do­ra, ­aliás, é uma das ex­ce­ções da no­va ge­ra­ção. Quan­do atin­giu o me­lhor re­sul­ta­do da sua car­rei­ra, a fi­nal na Olim­pía­da de Ate­nas, em 2004, ela es­ta­va sem ­maiô tec­no­ló­gi­co.
  Van­zel­la já pe­diu que ­seus atle­tas não jo­guem os tra­jes tec­no­ló­gi­cos fo­ra. Acre­di­ta que ­eles pos­sam ser usa­dos co­mo fer­ra­men­tas de trei­no. (M.L./Fo­lha­press)

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