São Paulo - Rivais históricos, Palmeiras e São Paulo levam a campo hoje uma série de semelhanças que os têm guiado por esta temporada. A começar pelo foco: ambos estão muito mais preocupados com a Libertadores do que com o Brasileirão. O duelo começa às 16 horas, no Palestra Itália.
Ninguém discute que Palmeiras e São Paulo têm tudo para disputar o título nacional, mas o mau retrospecto de ambos em clássicos paulistas este ano é preocupante. Cada um fez cinco jogos contra seus principais rivais do Estado, com apenas uma vitória: o Palmeiras bateu o Santos na primeira fase do Paulistão, e o São Paulo bateu o próprio Palmeiras, também pela etapa classificatória.
Por conta disso, Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho, dois dos treinadores mais respeitados e vitoriosos do País, enfrentam certo grau de rejeição - a birra com Luxa vem dos conselheiros mais ''corneteiros'', enquanto o são-paulino vê seu trabalho sendo contestado por torcedores e críticos mais exigentes.
O clássico expõe também a dificuldade que Luxemburgo e Muricy têm de encontrar um lateral-direito confiável. No Palmeiras, Luxemburgo dará a enésima chance a Fabinho Capixaba, perseguido pela torcida. ''No futebol, uma hora o odeiam, mas na outra você faz um gol no clássico e tudo fica a seu favor'', diz o lateral, tentando mostrar confiança. No São Paulo, Muricy Ramalho não se convenceu com Wagner Diniz, a caminho do Santos, e prefere apostar na improvisação do volante Zé Luis por aquele setor.
Na grande área
Os centroavantes também não vivem bom momento. Washington não faz um golzinho há 50 dias, e Keirrison vem sendo contestado por palmeirenses mais exigentes em jogos no Palestra Itália. ''A ocasião faz o ladrão. Não tem como eu fazer gol se não tenho chances'', justifica Washington.
Há ainda semelhanças entre os camisas 10, embora o do Palmeiras esteja numa fase muito melhor que o do São Paulo. Com passes brilhantes e chutes fortes de longa distância, Cleiton Xavier é um meia que também pode ser escalado de volante. Já Hernanes, que passou pela frustração de não ter sido convocado para a seleção brasileira, é um cabeça de área que foi promovido a armador - mas ainda não mostrou desenvoltura na nova função.
Até no esquema tático os dois times se assemelham. Ambos devem ser escalados com três zagueiros e muito provavelmente também com dois volantes, o que pode deixar o clássico bastante truncado.

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