Sem verba, time de handebol vive impasse
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
Rafael Souza<br> Reportagem Local 
O técnico do time de handebol masculino da Unopar Londrina/Sercomtel, Giancarlos Ramirez, disse ontem que não descarta a ideia de deixar a disputa da Liga Nacional. A equipe estreou na competição no último sábado, com derrota para o líder e atual campeão Pinheiros, em casa, e volta à quadra amanhã, novamente no Moringão, para enfrentar o time de Itapema (SC).
Bastante prejudicado com o corte de verbas da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) e da telefônica Sercomtel, Ramirez ainda tenta reverter a situação junto às entidades. Ontem à tarde, ele se reuniu com o presidente da FEL, Claudemir Vilalta, e voltou a fazer um apelo para que o diretor tente junto à Secretaria de Fazenda recuperar os repasses pelo menos até o final deste ano. No mês passado, foram repassados às equipes conveniadas 75% do valor de cada contrato e para setembro ainda não há previsão de quando será feito o pagamento.
"O Vilalta (Claudemir) está tentando ajudar, mas a situação é complicada", disse o treinador. A reportagem tentou contato com o presidente da FEL, mas seu celular estava desligado.
Para colocar um pouco mais de drama na história, o Programa de Recuperação Fiscal (Profis), que seria votado ontem em primeira discussão pela Câmara Municipal, teve o caráter de urgência rejeitado e só volta à pauta da Casa amanhã, quando poderá ser votado na primeira discussão. O projeto tem como objetivo isentar de multas e juros as dívidas de cidadãos com o fisco municipal, o que permitiria um reforço aos cofres da Prefeitura.
Ramirez também tenta agendar uma reunião com o presidente da Sercomtel, Kentaro Takahara, para pedir pessoalmente que a telefônica mantenha o patrocínio até o final do ano. No início da semana, a empresa já adiantou que pretende cortar gastos para diminuir o prejuízo de R$ 15 milhões contabilizado neste ano.
Preocupado com a continuidade da equipe, o técnico, inclusive, já enviou uma carta para a nova diretoria da Unopar Londrina, mantenedora principal do time, em São Paulo, para saber que posição tomar caso não consiga reverter a situação. Certo mesmo é que a universidade não assumirá sozinha as despesas com o time.


