São Paulo - Quatro empates e duas derrotas. A campanha de Luiz Felipe Scolari no comando do Palmeiras deixaria muito torcedor irritado. Não apenas a torcida, mas conselheiros e diretores. As coisas, no entanto, até que estão estáveis no clube. E por um único motivo. Fosse qualquer outro treinador que não Felipão, a situação já poderia estar insustentável.
Os próprios cartolas admitem que o técnico tem o apoio que nenhum outro experimentou no Palestra Itália. Mesmo Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho, dois dos mais consagrados treinadores do País, passaram por momentos turbulentos com uma sequência sem vitórias. E foram demitidos após maus resultados.
A derrota para o Vitória (2 a 0) na noite de quarta-feira, em Salvador, complicou a situação do time na Copa Sul-Americana - na próxima quinta-feira, será preciso ganhar no Pacaembu para avançar de fase. Além do fiasco na estreia do torneio internacional, o Palmeiras ocupa apenas a 13 colocação do Campeonato Brasileiro. Mas não se vê no clube o que já aconteceu em tempos de vacas magras: muros pichados pela torcida e muito protesto nas arquibancadas. Além, é claro, do burburinho de reclamações e insatisfações entre conselheiros.
''O Felipão tem crédito ilimitado aqui no Palmeiras'', diz Luiz Gonzaga Belluzzo, lembrando que o treinador comandou o time na maior conquista do clube, a Libertadores de 1999. ''Ele precisa de tempo pra trabalhar, tem de ter paciência para estruturar o time'', pede o presidente. O vice, Gilberto Cipullo, endossa a opinião de Belluzzo para falar da aparente calma. ''É claro que se fosse um outro treinador a pressão seria maior, há um respeito pelo Felipão.'' (A.E.)

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