Com portões fechados, Joinville e Palmeiras ficaram em um chato empate sem gols, pela segunda rodada do Brasileirão. O clima, porém, fez lembrar muito mais um jogo-treino de início de temporada.
Sem torcida na Arena Joinville, só se ouviam instruções dos técnicos e as conversas dos jogadores em campo, bem como aqueles embates para entrosar o time no CT. Os jogadores, assim como em jogos-treino, não jogaram com intensidade, e o resultado disto foi um jogo tecnicamente ruim, com poucas chances.
Na primeira etapa, o Verdão chegou a ter 70% da posse de bola, mas voltou a ficar dependente dos cruzamentos para a área. O Joinville, então, tirou os espaços de Lucas e Egídio nas jogadas de linhas de fundo, e o Verdão abusou das ligações diretas. O JEC aceitou a proposta de jogo, e não deu nenhum trabalho. Os dois times foram ao intervalo com uma chance para cada lado, ambas sem qualquer perigo.
Para a etapa final, Valdivia entrou na vaga de Egídio, mas foi mal. Lento, o chileno pareceu até desinteressado, e o Joinville aproveitou-se para começar a ficar mais tempo no ataque. William Henrique era boa opção e Kempes chegou até a balançar as redes do Palmeiras, mas o atacante estava impedido.
No Verdão, a melhor oportunidade saiu com Kelvin, que logo após entrar finalizou fraco e parou nas mãos do goleiro Oliveira. O time tocava, virava o jogo, mas nada de chutar. O JEC até esboçou pressão, mas faltou qualidade.
Nenhum dos times fez algo para dizer que mereceu vencer. Foram 90 minutos em que o bom futebol passou longe, diante de uma melancólica atmosfera na cidade catarinense. O Joinville somou seu primeiro ponto na competição, enquanto o Palmeiras chegou ao segundo - ainda sem vencer. Para um time que tem ambições grandes no Brasileirão, o começo está longe de empolgar.

Imagem ilustrativa da imagem SEM TORCIDA, SEM FUTEBOL
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