Enquanto Nico Rosberg e Lewis Hamilton travavam mais um duelo particular pela liderança do Mundial de Fórmula 1 no charmoso GP de Mônaco, em Londrina uma turma fissurada pela kart ignorava o frio e a chuva fina da manhã de ontem para disputar a segunda etapa do GP Londrina de Kart, realizada no Kartódromo Luigi Borghesi. Eram 68 pilotos amadores correndo atrás do prazer puro e simples de pisar fundo nos carrinhos, que chegam a uma velocidade de até 105 quilômetros por hora. São três categorias em disputa: KTT (motores de 125 cilindradas refrigerados a água); F25 (motores quatro tempos preparados com combustível puro) e F4/13 HP (motores equalizados sorteados). Cada uma delas tem duas baterias.
O campeonato é regional, mas atrai pilotos de várias cidades paranaenses e até de outros estados, como São Paulo e Mato Grosso do Sul. O oftalmologista Renato Cavalcante, de 34 anos, de Nova Andradina (MS), é figura carimbada nas competições paranaenses. Com recursos próprios, ele mantém uma equipe de kart, a Cavalcante Racing, formada por mais quatro colegas. Todos médicos. "É uma paixão que eu herdei do meu pai. Desde criança assistimos juntos às corridas e desde que eu comecei a pilotar ele passou a correr também. Hoje (ontem) ele não veio porque está de ‘folga’", contou Cavalcante, que de tanto correr por aqui conquistou o título do Campeonato Paranaense de Kart em 2012 na categoria F4.
A Associação dos Kartistas da Região de Londrina (AKRL), organizadora do GP Londrina, tem cerca de 150 filiados. Entre a maioria de amadores há um ou outro que leva a coisa mais a sério. E tem mecânico exclusivo para manter os carros em ponto de bala. Vinícius Marcelino trabalha há 15 anos como preparador de karts. Seu cliente é um industrial londrinense que corre também em outras categorias. Ontem, por exemplo, o patrão estava disputando a terceira etapa da Copa Petrobras de Marcas, disputada no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, enquanto Marcelino dava um trato num dos karts. O piloto tem dois modelos importados guardados no boxe que custam entre R$ 11 mil e R$ 12 mil. "São poucos os pilotos que investem no kart aqui em Londrina. Eu conto três. O resto é amador, corre mais por hobby mesmo", disse.

PRESTÍGIO
O que a AKRL pode se gabar é do prestígio de suas competições. O GP Londrina é considerado um dos principais campeonatos do Estado, superando até mesmo algumas edições do Paranaense em número de pilotos. "Ficamos felizes com a média de 70 pilotos participando das etapas. Londrina tem sido bastante elogiada em nível nacional por conta da competitividade das competições que realizamos", comentou o diretor técnico esportivo da AKRL, Luiz Ariji. Ano passado, a pista do kartódromo foi reformada, recolocando a cidade no calendário nacional de competições. No segundo semestre de 2013, recebeu o Campeonato Sul-Brasileiro de Kart. O traçado tem medidas oficiais, com 1.050 metros de extensão por 7 metros de largura.

RESULTADOS 2ª ETAPA

KTT
1º Pedro Saderi
2º Julio Cesar Conti
3º Carlos Saderi

F25
1º Douglas Borin
2º Ivan Gildo Rosato
3º Tiago Consentino

F4/13 HP

Honda
1º Jaime Junker
2º Renan Pinto
3º Maicon de Andrade

Sênior
1º Carlos Araújo
2º Nilton do Vale
3º Francisco Eraldo

mockup