Sem Star, Torben Grael projeta aposentadoria
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segunda-feira, 09 de maio de 2011
Agência Estado 
Rio - Desanimado com a exclusão da classe Star dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, o velejador brasileiro Torben Grael projetou se aposentar ao fim da Olimpíada de Londres, no próximo ano. ''Já fiz seis Olimpíadas. Se não tiver Star no Rio de Janeiro é hora de pendurar as chuteiras realmente'', afirmou.
A exclusão da classe foi anunciada no último sábado pela Isaf, a Federação Internacional de Vela. ''A decisão já era esperada, mas eu tinha alguma esperança. Lamento e considero a posição política e não técnica. A Star não poderia ficar de fora da Olimpíada do Rio de Janeiro'', lamentou o velejador, de 50 anos.
Parceiro de Torben Grael, Marcelo Ferreira também antecipou que deverá se aposentar em 2012.
Mais antiga classe no programa olímpico, desde 1932, a Star já rendeu cinco medalhas ao Brasil nas últimas seis edições olímpicas. É considerada a que atrai os atletas mais experientes. Com a dela, aliada a de outras, que foram deixando os Jogos com os tempos, a Olimpíada do Rio de Janeiro será a primeira sem nenhuma classe com barco de quilha.
Diante da insatisfação dos velejadores brasileiros, a Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) vai pedir a interferência do Comitê Brasileiro Olímpico (COB) para evitar a exclusão da classe em 2016.
''A questão pode ser revertida de forma política agora. Nesse aspecto, a gente precisa acreditar na força do Comitê Organizador dos Jogos de 2016. A entidade tem um papel importante para convencer as autoridades de que a classe é representativa no Brasil e no mundo. Aqui temos ídolos do esporte nacional na Star'', afirmou Lars Grael, ex-dirigente e velejador da classe Star.


