Sem Sercomtel, LEC busca salvação na Alemanha
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quinta-feira, 29 de junho de 2006
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Com os cofres do clube vazios após perder o patrocínio da Sercomtel, o presidente do Londrina, Peter Silva, foi passar o chapéu na terra da Copa do Mundo. O cartola embarcou anteontem para a Alemanha especula-se que a convite do presidente da CBF, Ricardo Teixeira e ficará por lá até o fim do mundial. Ele acompanhará os jogos do Brasil e, nas horas vagas, tentará conseguir alguma ajuda para amenizar a crise financeira do clube.
De acordo com a assessoria de imprensa do clube, ele participará de várias reuniões e encontros até o dia 10 com empresários e dirigentes de clubes europeus. Peter teria levado publicações especiais do Londrina para divulgar a marca do clube e o novo projeto. ''Vamos manter contatos com dirigentes que queiram investir no Londrina, para isso vamos apresentar nossa casa, nossa cidade e as potencialidades de nossa região'', disse o dirigente ao site oficial do Tubarão.
Peter também pretende se reunir com representantes de uma grande marca de material esportivo. ''Precisamos de parceiros fortes, pois nosso objetivo em 2007 é de sermos campeões paranaenses e vamos montar uma estrutura para isso'', adiantou Peter Silva ao site oficial do clube. Após a Copa, o presidente segue para a Itália, também para tratar de negócios. Só após os encontros, ele retorna à Londrina.
A expectativa de que Peter traga boas novas da Europa é muito grande na sede do clube. Seria a única alternativa para manter o time em atividade até o fim do ano.
O gerente de marketing da Sercomtel, Lourival de Medeiros Nóbrega Filho, confirmou ontem que o patrocínio ao Tubarão não faz mais parte dos planos da empresa. Em 2006, o clube recebeu R$ 200 mil da estatal por quatro meses de acordo. ''Quando o time foi eliminado (do Campeonato Paranaense), a Sercomtel não viu mais vantagens em manter o patrocínio. O time não estava competindo. A Divisão de Acesso tem uma visibilidade muito pequena e o nosso grande investimento é feito pela visibilidade'', justificou Filho.
Segundo ele, não havia um contrato firmado. A cada mês o Londrina enviava uma solicitação e na sequência era feito o pagamento. O gerente afirmou que o método é comum na empresa, mas o clube também o usava para burlar a justiça trabalhista, que queria penhorar o dinheiro.
Filho não descartou a possibilidade de reativar o acordo no ano que vem. ''Como torcedor, como londrinense, espero que o Londrina volte com força no ano que vem'', disse.
A Folha não conseguiu falar com Peter na Alemanha para que ele comentasse a situação. A Sercomtel vinha sendo nos últimos anos a principal patrocinadora do time. Era o ponto onde os presidentes se escoravam para garantir uma receita mensal ao time.
Mas não foi só o Londrina que ficou sem a verba da Sercomtel. A empresa também cortou contratos com outras equipes e atletas de esportes amadores.


