Sem salário, o handebol do Grêmio agoniza
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quinta-feira, 23 de abril de 1998
Da Redação 
Enquanto o time de basquete do Grêmio Londrinense recebe hoje o segundo mês atrasado, o handebol feminino não tem a mesma sorte. As jogadoras e a comissão técnica completaram ontem quatro meses sem salário. Segundo informação do diretor de esportes do Grêmio, Ederson Camata, o clube entra apenas com a infra-estrutura de treinos, nome e mais algumas despesas. A extinta Ametur era a responsável pelo pagamento das atletas, disse. No lugar da Ametur foi criada uma assessoria de esportes que tem por responsável Paulo Vicente Vianna. Segundo ele, parte do pagamento pode ser efetuado hoje, utilizando parte do dinheiro recebido ontem pelo basquete. Depois haverá a reposição. Já a treinadora do Grêmio, Vanda Cristina Sanches, está cansada de correr atrás de uma solução para o problema,sem sucesso até agora.
Devido a esta falta de dinheiro, o Grêmio deve ficar fora da Copa Brasil, que será disputada em São Paulo, em maio. O prazo de inscrição termina hoje. Vanda disse que o Grêmio nunca ficou fora desta competição desde que ela começou a ser disputada em 93. Com a ausência da competição, o Grêmio deve cair do terceiro para o quarto lugar no ranking da Confederação Brasileira de Handebol. Vanda também não vê nenhuma competição em vista para os próximos meses. Algumas jogadoras do Grêmio já estão sendo procurados por outras cidades visando os Jogos Abertos do Paraná, principalmente por Cascavel, de olho no título. Ainda por causa do atraso no pagamento, o Grêmio já perdeu Marlene (para São Bernardo do Campo) e Cristina (para Osasco).


