Sem receber, Marcelo Galvão deixa o LEC
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quinta-feira, 09 de setembro de 2004
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
O rebaixamento para a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro começa a trazer seus desdobramentos ao Londrina. O goleiro Marcelo Galvão é mais um a deixar a equipe antes do final da Série B. Ele esteve ontem na sede administrativa do clube acertando a rescisão de seu contrato. Galvão, que sofreu 14 gols em 11 partidas disputadas pelo LEC, está se transferindo para o União de Rondonópolis (MT), que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro e a Copa Governador, que destina uma vaga na Copa do Brasil de 2005.
Antes de Marcelo Galvão, outros jogadores já haviam deixado o clube no meio da temporada. São os casos do lateral Ivonaldo, do volante Vágner, do meia Valdeir e dos atacantes Carazinho e Fabrício. Sobre sua breve passagem pelo Londrina, Marcelo Galvão fez uma análise positiva. ''Na medida do possível foi boa. Mantive uma regularidade e não falhei nos gols. É uma pena esse grupo ter chegado tão tarde'', observou o goleiro, que fez sua estréia no dia 29 de junho, na derrota para o Caxias, por 1 a 0, no Estádio do Café.
Galvão esclareceu que o convite para se transferir para o futebol do Mato Grosso partiu de sua patrocinadora de material esportivo e do ex-preparador de goleiros do Corinthians, Júlio César, que, atualmente, trabalha como empresário de jogadores.
O goleiro disse que recebeu boas referências sobre o União. ''Eles pelo menos pagam em dia'', afirmou Marcelo Galvão, em uma clara referência ao Londrina, que lhe deve três meses de salário. ''Trabalhei de graça nesses três meses que estou aqui. É muito difícil porque tenho família para sustentar'', reclamou.
O goleiro disse que manterá contato com a diretoria do clube na tentativa de receber o valor devido. ''Se não pagarem, não me restará outra alternativa senão entrar com uma ação na Justiça do Trabalho'', ameaçou.
A única alternativa para o Londrina saldar os salários atrasados dos jogadores e funcionários, além de cumprir com seus compromissos junto a fornecedores e Justiça do Trabalho, com que mantém um acordo, é receber os valores devidos pela Futebol Brasil Associados (FBA). Segundo o presidente Marcelo Leal, a FBA deve uma cota no valor de R$ 68 mil, além de outros R$ 35 mil referentes ao reembolso de despesas, como taxa de arbitragem. ''Não temos perspectiva de receber esse dinheiro'', lamentou Leal.


