Sem proposta no País, Marta tenta a Itália
São Paulo, 04 (AE) - Sem espaço nas grandes equipes de basquete feminino - BCN/Osasco, Arcor/Santo André e Paraná Basquete -, a pivô Marta, que ficou fora da seleção brasileira - não aceitou a convocação -, poderá ir para a Itália. O que existe, por enquanto, é uma sondagem do Priolo, time em que jogou Hortência. Marta, de 1,90 metro e 35 anos, atuou pelo Paraná na última temporada, mas está sem clube desde que a equipe passou por reformulação, depois de perder o título brasileiro para o Santo André.
"O técnico do Priolo manifestou interesse em contratar a Marta e deve enviar uma proposta financeira", contou Luiz Martin, agente da pivô e também de sua irmã Leila, outra que está sem clube. Segundo o agente, o Priolo poderá até contratar as duas atletas da família Sobral. "O que existe é uma sondagem", afirmou Luiz, do escritório Martin&Maffia Sports, que também agencia a carreira da pivô Alessandra na Europa. Com o Como, Alessandra foi campeã italiana e vice-campeã da Liga Européia. A pivô volta para a Itália, para mais um ano de contrato, quando terminar a Womens National Basketball Association (WNBA), na qual atuará pelo Washington Mystics, a partir de quinta-feira.
Hortência, gerente do Paraná Basquete, afirmou que "Marta é uma grande jogadora, apesar de ser uma pessoa difícil de lidar". Disse que o time não renovou com a pivô porque o técnico Antônio Carlos Vendramini decidiu fazer mudanças em um grupo que "estava acomodado".
Marta está disposta a aceitar a proposta do Priolo. Mas Leila, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, não gostaria de deixar o País por causa da religião. Enquanto não acertam com nenhum clube, as duas podem disputar o Circuito Paulista pela Unimed Ourinhos, que começou hoje em Araçatuba. O torneio terá cinco fases, com finais marcadas para os dias 8, 9 e 10 de agosto. Até hoje, a Federação Paulista de Basquete (FPB) não havia registrado a inscrição das irmãs Sobral por Ourinhos.





