São Paulo - O técnico Paulo César Carpegiani e os jogadores do Corinthians têm um pensamento fixo para o clássico de hoje, às 18h10, no Morumbi: não ter piedade do Palmeiras. Se houver a chance de não apenas vencer, mas também golear e humilhar o histórico rival, a ordem é massacrar. Se o resultado for a demissão de Caio Júnior, a debandada de paranaenses que ele levou ao Palestra Itália e a revolta dos torcedores com os dirigentes, o problema é ''deles''.
''Não existe essa história de piedade no futebol só porque um time está melhor do que outro'', diz Carpegiani. ''Se o time conseguir dois, três, quatro gols, nada de tirar o pé. Ninguém vai aliviar. Ainda mais para o Palmeiras. Se tiver chance de golear, vamos golear mesmo'', afirma o garoto Dentinho, que deve ter uma chance no segundo tempo.
Carpegiani deixou claro nos treinamentos que a sua vontade é de esmagar o Palmeiras. A ordem é não deixar os palmeirenses sequer pensarem. Como se enfrenta um time pequeno, fácil de vencer. Sem Willian, a aposta é em Dinelson.
Pressionado por parte da torcida, mas com respaldo da diretoria e do elenco, o técnico Caio Júnior não se acanhou por armar um Palmeiras cauteloso. Sem as estrelas Marcos, Edmundo e Valdivia, e os bons coadjuvantes Michael e William, Caio aposta suas fichas em quem até outro dia era mero figurante do time B, como Max, Luís e Bruno Farias.
A formação mais treinada tem três zagueiros e três volantes. Não se trata de uma retranca voluntária, mas forçada. Não há opções de ataque. Caio perdeu todas: Edmundo, William, Osmar, Alemão e Alex Afonso estão machucados, enquanto Florentín pediu a rescisão contratual e Rodrigão só poderá estrear na semana que vem.
Caio Júnior não tem respaldo só da diretoria. O elenco também está todo com ele. ''Fiquei muito sensibilizado com o apoio que recebi do Marcos, do Edmundo e do Valdivia, que manifestaram publicamente o respeito que têm por mim. Esse tipo de coisa não tem preço'', disse o treinador.

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