Sem perpesctivas de mudanças
A falta de perspectiva de mudança na estrutura do futebol brasileiro incomoda os sindicatos de atletas. Até mesmo os avanços colocados em números pelo próprio diretor-executivo e futuro presidente da CBF nos campeonatos são vistos como elitizados pelos sindicatos. O privilégio às quatro divisões do futebol brasileiro não viabilizam os jogadores que atuam apenas nos campeonatos estaduais e ficam sem emprego pelo restante da temporada.
"Eu acho que não muda nada pelo sistema que foi, não muda nada, segue no mesmo ritmo, o mesmo grupo, eu não vejo nenhuma perspectiva de mudança. Devagar, conseguimos alguns avanços, mas conhecemos a CBF. O pouco que conquistamos é considerado uma vitória, é claro, mas é pouco. Eu acho que os jogadores dos clubes menores do Brasil têm que jogar mais durante o ano e eles continuam privilegiando uma elite do futebol, que são essas quatro séries que acabam tendo a presença de poucos jogadores", apontou Nivaldo Carneiro, presidente do Sindicatos dos Atletas de Futebol do Paraná.
QUEM É CABOCLO
Advogado e administrador de empresas, Rogério Caboclo começou seu trabalho no futebol como diretor-executivo do São Paulo aos 28 anos. Filho de Carlos Caboclo, dirigente do Tricolor há mais de 50 anos, foi diretor do comitê organizador local da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, além de ter sido vice-presidente da Federação Paulista também no mandato de Del Nero e atualmente, aos 45, é diretor-executivo da CBF ou CEO, como ele mesmo prefere.
Foi escolhido como candidato à presidência pela cúpula por ser um homem de fácil diálogo e sem muitas aparições públicas. O perfil do novo mandatário é visto como ideal para apagar as arestas e diminuir a atual rejeição que a CBF sofre no País. O discurso de Caboclo também se alinha ao que vem fazendo sucesso no campo político atualmente: o de gestor.
"A CBF se tornou uma grande empresa privada nacional, no mais elevado nível de governança. Em nenhum momento de sua história vitoriosa teve tantas atividades distintas. A atual gestão investiu maciçamente no futebol nacional, foram 400 milhões aplicados no ano passado. Tínhamos sete campeonatos em 2012, hoje são 19. Teremos mais de duas mil partidas esse ano, temos 168 clubes envolvidos em competições nacionais. Fizemos um investimento inédito nas divisões de base e no futebol feminino", afirmou o presidente após ser eleito. (M.C.)





