Recife - Dunga não terá Neymar pela terceira vez no sexto jogo das Eliminatórias para a Copa do Mundo-2018. A ausência do atacante, suspenso novamente, desta vez pelo segundo cartão amarelo - antes havia perdido dois jogos por xingar o árbitro Enrique Osses na Copa América de 2015 - forçará o técnico a alterar o esquema tático. Apesar do empate por 2 a 2 com o Uruguai, na última sexta-feira, o sistema de jogo brasileiro tem surtido efeito ofensivamente. O técnico, como de costume, não confirmou quem estará na vaga de Neymar no ataque. Ele deve manter o mistério até terça-feira, quando a seleção visitará o Paraguai em Assunção. São boas as chances de o time deixar de usar três jogadores habilidosos na linha de frente (Willian pela direita, Neymar centralizado e Douglas Costa na esquerda) e colocar um centroavante fixo, formação que não é usada desde o primeiro tempo no empate com a Argentina, por 1 a 1, em novembro. Desde lá, foram dois jogos sem o camisa 9. No elenco, as opções são Ricardo Oliveira, do Santos, e Jonas, do Benfica. O santista, artilheiro do último Campeonato Brasileiro, é o favorito, por já ter tido chance como titular com Dunga. Jonas só foi chamado porque Roberto Firmino, do Liverpool, se machucou e foi cortado. Se Ricardo Oliveira entrar, Willian e Douglas Costa não devem mudar de função, mas perderão o "facilitador", que é Neymar, responsável por puxar a marcação adversária. "Acho que esse esquema que o Dunga estava fazendo vinha dando muito certo, nas últimas partidas que tivemos jogamos bem. É uma perda grande não ter o Neymar", disse Willian.

DESATENÇÃO
Ao final da partida contra o Uruguai, os brasileiros admitiram que a falta de atenção após o segundo gol do time fez a diferença de forma negativa para a equipe de Dunga.
"Achei que quando abrimos 2 a 0, tínhamos o jogo na mão e vacilamos na marcação do primeiro gol do Uruguai. Colocamos eles de volta no jogo e, quando conseguiram o empate, se fecharam e jogaram no contra-ataque. Nosso grande erro foi levar o primeiro gol", analisou o meia Renato Augusto, um dos destaques do time brasileiro.
O goleiro Alisson, que fez pelo menos duas grandes defesas e evitou a derrota, acredita que tenha faltado tranquilidade para saber administrar a vitória por dois gols de diferença. "A gente começou muito bem e fizemos o gol cedo. Talvez faltou um pouco de tranquilidade para controlar o jogo. Eles jogam atrás, por uma bola, um vacilo. Tomamos o gol que não podíamos ter tomado. Infelizmente, não deu para sair com a vitória", lamentou.
Já o técnico Dunga admitiu que a defesa da seleção brasileira não esteve bem contra a Celeste. "Tivemos algumas situações que são fora do normal pela experiência dos nossos jogadores", comentou. Com o resultado, o Brasil se manteve na terceira colocação com oito pontos, enquanto o Uruguai é o segundo colocado, com dez.

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