Sem moral, Guga não vai à Austrália
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
Gazeta Press 
Melbourne - Disposto a começar 2007 jogando contra os melhores tenistas do mundo, Gustavo Kuerten entrou na semana passada com pedido oficial de convite para disputar o Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam da temporada, no final de janeiro. Mas o desejo de participar de um torneio de ponta pode esbarrar na falta de vagas e na preferência da organização por tenistas da casa.
Foi o que afirmou ontem o diretor do Aberto australiano, Craig Tiley. Segundo entrevista concedida ao jornal australiano Mercury, ele admitiu ter recebido os papéis com o pedido - feito através do agente do tricampeão de Roland Garros, Tom Ross -, garantiu que só responde na próxima semana, mas adiantou não ter ficado animado com a idéia.
''Tom pediu oficialmente um convite para o Guga e ele fez da maneira correta, com toda a papelada exigida. Respondemos apenas que não tomaremos nenhuma decisão até o fim do playoff desta semana (que definirá outro convidado). Mas adiantamos ao Tom que, nesta fase, é muito improvável que ele receba este convite'', explicou.
A aparente recusa de Tiley se deve ao fato de Guga ainda estar longe da melhor forma física e de já não ter o mesmo apelo de antes. Para piorar sua situação, outros tenistas de peso já fizeram o pedido, caso do local Mark Philipoussis, atual 114º do ranking, que tem a prioridade na seleção.
Na semana passada, durante a disputa do Torneio dos Campeões da Copa Petrobras, no Rio de Janeiro, Guga disse ter duas probabilidades de calendário para o início do ano que vem. Ou iria para a Austrália, ou jogaria o Aberto de São Paulo, challenger disputado nas quadras rápidas do Parque Villa Lobos.
Guga voltou a jogar recentemente, mas venceu apenas duas partidas de exibição, contra Nicolas Lapentti e Flávio Saretta. Em outras ocasiões, perdeu para Rainer Eitzinger, Diego Hartfield e Younes El Aynaoui.
Saretta - O paulista Flávio Saretta anunciou ontem que abre a temporada de 2007 na disputa do Aberto de São Paulo, Challenger com premiação de US$ 50 mil, mas que conta pontos como de US$ 75 mil por oferecer hospedagem aos atletas. O tenista vai em busca do tetracampeonato, já que levantou as taças em 2001, 2003 e no ano passado.
Atualmente na 118 colocação do ranking de entradas, Saretta precisa de um bom resultado logo na primeira semana do ano para evitar quedas. Em 2006, ainda treinado por Jaime Oncins, fez excelente campanha e derrotou na final o também paulista Thiago Alves, hoje o melhor do país. Fez ainda dobradinha ao levantar a taça em duplas, com o mesmo Alves.


