Ao contrário de outros times que disputarão a Divisão de Acesso, o Matsubara não terá os chamados medalhões em seu elenco. Dentro da filosofia do clube, a diretoria vai apostar em jovens promessas que terão a companhia de alguns ilustres desconhecidos que jogaram no exterior. São os casos do atacante Peri, 26 anos, destaque do time, que defendeu o Chiasso, da Suíça, e o meia Hernandes, que teve passagem pelo Racing Santander B, da Espanha.
Para comandá-los, um técnico que já fez de tudo na vida. Foi lateral-direito do Juventus-SP e do São José-SP. ''Aí fiz a besteira de casar e parei'', brincou Lorivaldo Oliveira, 52 anos. Depois virou policial militar, professor de educação física, treinador de futebol, funcionário da Febem, e novamente treinador.
Nesta função, subiu o Sport de Formosa do Oeste (114 km a sudoeste de Campo Mourão) da Terceira para a Segunda Divisão do Paraná em 2003. ''O segredo é termos o grupo na mão, unido, fechado. Foi assim que consegui em 2003 e espero conseguir este ano. Não preciso de estrelas, mas sim de união em torno do objetivo comum'', apontou Oliveira.
Tradição O time nasceu em 1974, quando a família Matsubara, tradicional produtora de algodão, resolveu investir em futebol. Em 89, viu o sonho de chegar à final do Paranaense esbarrar no maior rival. Em um clássico ''algodão-doce'', o time perdeu para o União Bandeirante. Em 95, com um projeto audacioso, Sueo Matsubara levou o time para Londrina e contratou nomes de peso da época, como os meias Neto e Tadeu e o zagueiro Vítor Hugo. Mas não foi além do terceiro lugar. (T.M.)

mockup