Cinco anos depois da briga na semifinal da Olimpíada de Atlanta, a seleção brasileira enfrenta Cuba hoje, às 9 horas, em Hong Kong (China), na estréia no Grand Prix de Vôlei Feminino. O jogo será transmitido pela Sportv. Em 1º de agosto de 1996, brasileiras e cubanas protagonizaram a mais famosa briga do vôlei feminino. Após a derrota do Brasil por 3 sets a 2, uma discussão que começou na quadra se transformou em correria e troca de tapas.
Mas hoje, após cinco anos e muitas mudanças nas duas equipes, a rivalidade entre brasileiras e cubanas está longe daquela que culminou na briga em Atlanta.
Do time brasileiro que está na China, apenas a levantadora Fofão, que começará o jogo de hoje no banco, jogou em Atlanta.
As remanescentes do time cubano campeão olímpico naquele ano são Yumilka Ruiz, Ana Fernández e Regla Torres, que ainda se recupera de uma contusão e também ficará na reserva.
Mesmo com time renovado – apenas três atletas conquistaram o ouro em Sydney-2000 –, o técnico brasileiro acredita que Cuba é favorita no Grand Prix, e não teme que uma derrota na estréia abale sua equipe.
‘‘Não acho que isso (a derrota) possa gerar um trauma. O problema seria se perdêssemos para uma equipe inferior’’, disse.
O Grand Prix será o primeiro grande teste de Motta à frente da seleção. O técnico terá o desafio de manter o bom aproveitamento brasileiro no torneio. Nas sete edições que disputou, o Brasil só não esteve no pódio em 93 (quarto lugar). O time brasileiro é recordista em títulos: três (94, 96 e 98).
‘‘Nas atuais circunstâncias, estamos em uma situação inferior ao passado. Chegar às semifinais seria muito bom’’, disse Motta. ‘‘Estamos trabalhando para chegarmos 100% ao Sul-Americano, em setembro, quando poderemos contar com o time completo’’.
Uma das maiores preocupações da seleção na China está sendo a adaptação ao fuso horário (11 horas de diferença em relação ao horário de Brasília).

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