São Paulo - Sem Gustavo Kuerten, em novo período de recuperação na clínica do cirurgião Marc Philippon, em Pittsburgh, nos Estados Unidos, o tenista gaúcho Marcos Daniel, atualmente o número 1 do Brasil (84º lugar no ranking mundial), vai ganhar uma vaga na equipe da Copa Davis, que enfrenta o Equador, de 7 a 9 de abril, na cidade de Cuenca. O técnico e capitão Fernando Meligeni ainda não confirmou a convocação, o que só irá fazer na próxima segunda-feira, mas a saída de Guga abre espaço para sua presença no grupo, formado também por Flávio Saretta, Ricardo Mello e André Sá.
A ausência do ex-número 1 do mundo fará com que o treinador busque uma nova dupla para o confronto. Na partida contra o Peru, a parceria brasileira foi formada por Guga e Sá, que venceram Luis Horna e Ivan Miranda em cinco sets. ''Tem jogadores que podem suprir isso. Vou conversar com o André e ver com quem ele se sente mais a vontade tendo do seu lado'', disse o capitão brasileiro.
O confronto com o Equador vai decidir uma vaga para o playoff do Grupo Mundial da Davis, marcado para setembro. O Brasil terá muitas dificuldades para superar os equatorianos. Além da força dos irmãos Lapentti (Nicolas e Giovanni), a altitude de Cuenca será mais um obstáculo.
Para facilitar a adaptação e diminuir os efeitos da altitude, a maioria dos jogadores da equipe brasileira irá jogar, na semana anterior ao confronto em Cuenca, um torneio challenger na Cidade do México, também muito alta.
Nos Estados Unidos, Guga falou com a imprensa internacional e admitiu não se sentir suficientemente capaz de voltar a jogar no momento. ''Melhorei muito nos últimos meses, mas ainda preciso buscar maior estabilidade no quadril'', justificou o tenista.
No Masters Series de Indian Wells, Andre Agassi perdeu para o alemão Tommy Haas e disse se sentir frustrado por não apresentar mais condições físicas para seguir jogando. ''Nem me lembro mais quando foi a última vez que consegui jogar, sem sentir problemas. Isso é muito cansativo'', admitiu o norte-americano.

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