Sem firula, Brasil encara Chile em mata-mata
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sexta-feira, 06 de julho de 2007
Rodrigo Bueno<br> Folhapress 
Puerto la Cruz, Venezuela - Se tem uma coisa que você não deve ver na estréia do Brasil no mata-mata da Copa América hoje, às 21h50, contra o Chile, é firula. Segundo o técnico da seleção, Dunga, não há time vencedor com tal recurso. ''Nunca vi um time sem qualidade ser campeão, mas já vi muitas vezes um time que faz firula perder'', falou o treinador, que fará seu primeiro jogo eliminatório na profissão que abraçou há menos de um ano.
Após 11 amistosos e três jogos na fase de grupos da Copa América na Venezuela, Dunga admite um pouco de apreensão com o caráter da partida. ''É um jogo decisivo, tem que estar mais atento, muito ligado. Os dois times jogam mais do que na primeira fase. Claro que o técnico fica mais apreensivo. Mas o regulamento é assim'', disse.
Após a vitória por 3 a 0 sobre o mesmo Chile no segundo jogo da equipe na Venezuela, Dunga classificou o futebol de seu time como de ''competição''. Manteve ontem o discurso de que não importa jogar bonito. ''Sempre vão cobrar que a seleção vença e que jogue bonito. Isso foi com os treinadores passados e será com os próximos. Mas futebol só tem uma verdade, a do campo. Trato daquilo que é a realidade. Hoje, há muita marcação, pouco espaço, o raciocínio precisa ser mais rápido'', disse Dunga sobre a possibilidade de o time encantar.
Dunga se irritou com perguntas sobre a Argentina, que se classificou com 100% de aproveitamento e apresenta o melhor futebol do torneio. ''A Argentina joga com três volantes também. O Cambiasso é volante, o Verón é volante. Eles podem, nós não'', disse ele, sem citar Mascherano, que figura como primeiro volante e que fez o gol da vitória de 1 a 0 sobre o Paraguai.
Até pela comparação, Dunga deve utilizar hoje novamente três volantes em sua equipe: Gilberto Silva, Mineiro e Josué. Dos três, Mineiro é quem mais tem a incumbência de chegar à frente, como fazia no São Paulo. Os outros dois, diferentemente dos volantes argentinos, pouco vão à frente - são basicamente marcadores.
No Chile, o técnico Nelson Acosta é só preocupação. ''Já enfrentamos o Brasil de igual para igual e fomos mal. Já jogamos fechados e também não fomos bem. É difícil planejar essa partida'', falou o treinador do Chile, que perdeu de 5 a 0, 4 a 0 e 3 a 0 nos últimos jogos contra o Brasil.
No outro jogo das quartas-de-final, Venezuela e Uruguai jogam às 19h05 em San Cristóbal. Quem ganhar enfrentará o vencedor de Brasil e Chile.
EM PUERTO LA CRUZ
Brasil
Doni; Maicon (Elano ou Alex Silva), Alex, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Mineiro, Josué e Diego (Anderson ou Júlio Baptista); Vágner Love e Robinho. Técnico: Dunga
Chile
Bravo; OrmeÀo, Fuentes, Contreras e Jara (Tello); Iturra, Sanhueza, Mark González e Valdivia; Suazo e Lorca. Técnico: Nelson Acosta
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Estádio: José Antonio Anzoátegui
Horário: 21h45 (de Brasília)
EM SAN CRISTÓBAL
Venezuela
Vega; González, Rey, Cichero e Vargas; Luis Vera, Mea Vitali, Páez e Arango; Maldonado e Ornelas. Técnico: Richar Páez
Uruguai
Carini; Scotti, Lugano e Darío Rodríguez; Pereira, García, Pérez, Fucile e Rodríguez; Forlán e Sánchez. Técnico: Oscar Tabárez
Árbitro: Não divulgado
Estádio: Pueblo Nuevo
Horário: 19h05 (de Brasília)


