Sem falar português, Lewis acerta na quadra
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quarta-feira, 07 de janeiro de 2004
Claudio Yuge<br> Reportagem Local 
Após a inédita quinta posição no Campeonato Brasileiro do ano passado, o Londrina Basquete Clube - hoje Londrina/Tim - decidiu que o momento é de conseguir resultados ainda melhores em 2004. Além da sempre contagiante torcida, que aumenta a cada temporada e registra todo ano uma das melhores médias de público, a diretoria manteve os principais atletas da última campanha e, com um novo patrocinador de peso, anunciou três importantes contratações para as pretensões do time no Nacional deste ano: Greg Lewis, Daniel Fonseca e Mike Mackell.
O primeiro dos reforços é ala/pivô, natural de Akron, Ohio. O norte-americano de 25 anos tem dois metros de altura e 100 quilos e, antes de vir para Londrina, atuava na Finlândia e chegou aqui em dezembro, quando começou os treinos para ganhar entrosamento e se adaptar ao estilo de jogo brasileiro.
Ele afirmou qua ainda não consegue entender o que o técnico Ênio Vecchi diz, mas que ''Cascão (o pivô Fernando Coloneze) me ajuda um pouco''. A diferença de língua, porém, parece não atrapalhar tanto a realização das jogadas, principalmente na infiltração, sua melhor qualidade. Além de forte, Lewis é bastante veloz e tem a ginga dos jogadores de rua norte-americanos. ''Aqui no Brasil todo mundo consegue arremesar de longe. Tem menos contato físico, mas ainda assim depende bastante das jogadas de força'', comparou.
Sobre a ida de estrangeiros para a NBA como os brasileiros Nenê e Leandrinho e o argentino Emanuel Ginobili , Lewis acha que os atletas de todo o mundo estão melhorando. ''Logo teremos uma NBA na Europa. Conheço o Nenê pessoalmente, somos colegas. Hoje, os jogadores estão mais nivelados, até porque todo mundo assiste a NBA. E se você vê, você aprende também como jogar.''


