Sem estrelas, começa o Brasil Open de tênis
Agência Folha
De São Paulo
O nível técnico até que subiu, mas o Brasil Open torneio feminino que começa hoje no clube Pinheiros, em São Paulo ainda está longe de atrair as grandes estrelas do tênis mundial. A primeira cabeça-de-chave da competição, a eslovaca Henrieta Nagyova, é a apenas a 34ª jogadora mais bem colocada no ranking mundial da categoria. Segundo os organizadores, a negociação para atrair as melhores jogadoras para as quadras paulistanas foi ajudada pela Copa Colsanitas, evento disputado na semana passada na Colômbia.
Foi mais fácil atrair as jogadores neste ano, já que elas já estavam na América do Sul. No ano passado, tivemos mais dificuldades, já que não existia nenhum torneio no continente em sequência, afirmou o português João Lagos, principal executivo da JPS (João Lagos Sports), empresa que organiza a competição brasileira.
No ano passado, o Brasil Open teve só uma jogadora entre as 50 mais bem colocadas no ranking mundial. Neste ano, são três. O Brasil Open sofre ainda com a concorrência de um dos mais tradicionais torneios do circuito feminino de tênis - Faber Grand Prix, que será disputado em Hannover, na Alemanha. A competição alemã, que distribui US$ 535 mil, tem como a sua primeira cabeça-de-chave a norte-americana Serena Williams, quarta colocada do ranking mundial.
A performance foi deixada de lado na hora de distribuir convites para o Brasil Open. A organização da competição convidou para a chave principal do torneio as brasileiras Joana Cortez, número 281 do ranking, e Vanessa Menga, número 307 do mundo. A tenista Miriam DAgostini, a segunda brasileira mais bem colocada no ranking (posição número 285), não foi convidada. Coincidentemente, um dos patrocinadores pessoais de Menga Telesp Celular é o principal patrocinador do Brasil Open.





