São Paulo - A solução a curto prazo encontrada pela diretoria do Corinthians para conseguir dinheiro é vender parte dos direitos econômicos de jovens promessas a empresas que paguem e mantenham os atletas no clube - algo que já foi feito com os principais jogadores do profissional, como Dentinho e André Santos.
Não foi à toa que Marcelinho, Bruno Bertucci e Boquita foram promovidos ao profissional depois do título da Copa São Paulo. O discurso antes e até durante o torneio era o de que os garotos não queimariam etapas, para evitar o ''efeito Lulinha'', lançado em meio à má fase que resultou no rebaixamento de 2007. ''O Corinthians vende o almoço para pagar a janta. Estamos procurando receita'', admitiu o diretor de futebol Mário Gobbi.
A Agência Estado apurou que a promoção dos atletas teve a intenção de colocá-los ainda mais na mídia e valorizar uma negociação. O técnico Mano Menezes aceitou e deixou isso claro apenas por questão técnica: com uma série de lesões, ele precisava de suplentes e os garotos viriam a calhar.
Marcelinho já interessa à Traffic. O fato de Wagner Ribeiro ser seu procurador facilita, já que o empresário é sócio da empresa na Traffic Talentos. Boquita e Bertucci já não pertencem 100% ao Corinthians. O procurador Cláudio Guadagno tem 15% do primeiro e Carlos José Ribeiro, também empresário, tem 20% do segundo.
Dentinho
O presidente Andrés Sanchez ofereceu quase a totalidade do que resta ao clube de Dentinho à Traffic. São 57,5% e o clube pediu US$ 3,5 milhões (R$ 8 milhões) por 50%. A empresa achou muito caro e não quis.
''Infelizmente não vendemos'', disse Sanchez. Sem esse dinheiro e sem o patrocínio fechado, há o risco do atraso de salário do departamento de futebol e de outras áreas. A imprensa italiana publicou, na terça-feira, que a Juventus, de Turim, estaria disposta a desembolsar 10 milhões de euros (R$ 30 milhões) por Dentinho em julho. Será que é uma boa reparti-lo agora?

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