Não tem contrato de gestão, não tem terceirização, não tem qualquer tipo de arrendamento ou algo parecido. Tudo vai continuar do jeito que estava no Londrina. Pelo menos foi o que garantiram o presidente executivo, Peter Silva, o presidente do Conselho Deliberativo, Fábio Theóphilo, e o empresário Adir Leme da Silva. Ontem, eles reuniram a imprensa para confirmar que Adir seguirá na vice-presidência do clube nos moldes em que trabalhou no último ano.
Havia a especulação de pessoas ligadas ao empresário, inclusive na imprensa, de que ele só toparia continuar bancando o Tubarão se o clube firmasse um acordo com duração de pelo menos cinco anos, em que terceirizaria o departamento de futebol, com uma porcentagem de 80% nas receitas. No entanto, toda essa conversa foi deixada de lado por enquanto e Adir continuará dando as cartas da forma como vinha fazendo até o fim do Campeonato Paranaense de 2009.
''Neste período, vamos tentar articular essa parceria, elaborar um contrato. O Fábio (Theóphilo) e eu vamos arranjar o mais cedo possível essa situação'', prometeu Peter. ''O mais importante é que o Adir fica para dar sequência ao trabalho e o Londrina continua seus objetivos e projetos'', completou.
Os dois fracassos - na Copa Paraná e no Campeonato Paranaense - foram os responsáveis pela permanência do empresário. Ele não queria deixar a cidade como mais um que passou por aqui. ''Todos os erros que tivemos, podem ter certeza, não irão existir mais. Podemos errar, mas em outra situação'', disse Adir, que classificou como sendo amarga as duas experiências. ''Quero sair daqui com a cabeça erguida por ter conseguido um resultado bom'', continuou.
O velho e batido discurso alviceleste de cultivar as categorias de base também retornou. Como de costume, foi prometido um time com muitos pratas-da-casa no elenco para a disputa da Copa Paraná, que deve começar na primeira semana de julho. ''Não adianta ter dinheiro e não ter planejamento. Investimos errado. Agora, vamos ter um time guerreiro, com garotos. Os jogadores emprestados, uns sete ou oito, voltam. Vamos contratar uns dez e vamos ter mais uns dez da base'', prometeu o gestor, contando que terá um olheiro em cinco estados em busca de jogadores e uma pré-temporada bem feita.
Theóphilo contou que o prestígio aos pratas-da-casa foi um pedido do Conselho Deliberativo. ''Cobramos que se aproveite mais a base'', revelou.

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