Se jogar a Liga dos Campeões da Europa e a Taça Libertadores não são suficientes para manter um jogador empregado, como foi o caso do zagueiro André Galiassi, mostrado ontem, na FOLHA, imagina quando o jogador está iniciando a carreira ou então está no final dela e sem ter passado por um grande clube.

No mercado competitivo da bola, onde a sorte muitas vezes fala mais alto, fica ainda mais difícil. A série Desempregados FC mostra hoje, em seu último capítulo, esses dois extremos: as histórias dos laterais Élvis, que aos 21 anos já viveu meses sem trabalho, e Daniel Marques, 34, que rodou o interior por muito tempo e há mais de um ano está longe dos gramados por falta de clube.

Quem acompanhou o futebol paranaense na última década tem obrigação de conhecer Daniel Marques. O jogador rodou por vários clubes do estado, sempre com destaque. Mas desde o final do Paranaense de 2011 não aparece nas escalações. O currículo não garantiu emprego ao lateral.

O último clube em que Daniel Marques atuou foi o Roma. Com o fim da participação da equipe apucaranense no Estadual de 2011, o contrato dele também chegou ao final. O jogador contou que ainda foi sondado para disputar a Segundona do ano passado, mas esbarrou em um inimigo cada vez mais comum na vida dos jogadores mais experientes: os pacotes de atletas oferecidos por empresários sem custos para os clubes.

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