A decisão de abrir mão do Estádio Vitorino Gonçalves Dias e optar pelo Estádio do Café como sua casa trouxe pelo menos um problema ao Londrina. O time não poderá estrear em seus domínios na Série B do Campeonato Brasileiro.

A rodada inaugural está marcada para o próximo dia 26 e até esta data a reforma que será feita no Estádio do Café não estará concluída. Como paliativo, o gestor Iran Campos disse à Folha que já pediu à Futebol Brasil Associados (FBA) para que o Tubarão só atue em casa na segunda rodada.

Ontem, o diretor técnico da Fundação de Esportes, Ariobaldo Frisseli, o Dedé (ex-coordenador-técnico da Londrina Júnior Team), afirmou que ''não há possibilidade'' da reforma ser finalizada antes do início de maio.

''Mesmo aumentando um período no canteiro, não haverá tempo hábil da reforma ser concluída antes deste prazo''. Mesmo para a segunda rodada, o estádio não estará pronto. ''Depois do anúncio da tabela, vamos saber o que priorizar. Se o jogo for noturno, teremos que dar mais atenção às instalações elétricas e as torres de iluminação''.

Depois de problemas com a empresa vencedora da licitação e de sua desclassificação do processo, a obra finalmente irá começar na próxima segunda-feira com outra empreiteira. O prazo previsto para a entrega da obra é de 20 dias.

Amanhã, o grupo gestor do Tubarão irá fazer uma avaliação do estádio junto com a cúpula da fundação. O objetivo é definir como será efetuada a pintura das arquibancadas e onde será instalado um camarote para abrigar diretores dos times adversários.

A fundação já acionou a Procuradoria Jurídica do Município para descobrir uma fórmula legal do LEC apoiar a realização da reforma. A proposta de Campos é que o clube contribua mediante uma contrapartida em publicidade na área interna e externa. A fórmula mais provável é que o clube assine um termo de compromisso para mandar os jogos, ficando assim livre dos pagamentos de taxa.

Campos confirmou à Folha que também está pleiteando o mando da partida contra o Palmeiras. ''Precisamos de arrecadação'', justificou. Pelo que vem sendo dito nos bastidores da Segundona, a equipe que receber a visita do Verdão fará uma partida a menos em casa. ''Ainda assim, preferimos esta situação'', garantiu o gestor.

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