Sem Assunção, Palmeiras terá time muito diferente
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terça-feira, 08 de janeiro de 2013
Daniel Batista<br>Agência Estado 
São Paulo - O time que o Palmeiras colocará em campo em 2013 ainda é um ponto de interrogação, mas uma coisa é certa: ele será bem diferente da equipe de 2012. Marcos Assunção não mais vestirá a camisa verde, o que significa que as cobranças de faltas e escanteios não vão amedrontar tanto os adversários quanto antes. Por outro lado, o time passará a ter um meio de campo mais veloz e com mais vigor físico.
O veterano volante confirmou ontem que deixou o clube por não entrar em acordo financeiro para renovar o contrato por mais uma temporada. A saída de Marcos Assunção dividiu opiniões dentro e fora do clube. Há quem tenha gostado da notícia por acreditar que o jogador recebia um salário muito alto e pelo fato de o técnico Gilson Kleina ter outras opções para a posição. Será possível, por exemplo, armar o time com Souza, João Denoni, Wesley e Valdivia, tendo ainda Patrick Vieira como opção. Tal formação deixa o time mais forte na marcação, com três volantes que também saem para o jogo. Além disso, dá liberdade para Valdivia atacar.
Os defensores de Marcos Assunção, por sua vez, dizem que o time perderá um de seus pontos fortes, a bola parada. Além disso, argumentam que o volante ajudava a cadenciar o jogo e sua experiência foi fundamental em vários momentos de dificuldade.
Com a saída de Marcos Assunção, Ayrton, ex-Coritiba, que será apresentado nesta terça, deverá ser o principal cobrador de faltas. O problema será encontrar um novo líder para a equipe. Henrique aparece como o mais forte candidato ao posto de capitão, mas alguns dirigentes e membros da comissão técnica admitem que talvez ele não seja a pessoa certa. Barcos e Valdivia surgem com opções, mas nenhum deles têm tanto prestígio no elenco quanto Marcos Assunção.
O chileno, aliás, foi bastante lembrado durante a entrevista coletiva concedida por Marcos Assunção nesta segunda, no escritório de sua assessoria de imprensa, no Morumbi. Ao ser perguntado sobre a briga que teve com Valdivia, revelada no dia 27 de novembro do ano passado, o volante confirmou o ocorrido e ironizou o fato de ter se apresentado no Palmeiras no dia 3 de janeiro mesmo sem ter contrato, enquanto que o meia só deu as caras no clube nesta segunda.
"Não posso falar pelo Valdivia, só que eu, mesmo sem contrato, me apresentei no Palmeiras, fiz exercícios e trabalhei como se fosse começar uma nova temporada", disse o volante, que chorou duas vezes quando falou de sua relação com o clube. "Estou chateado porque estou sendo chamado de mercenário. Jamais cobrei os valores que estão sendo expostos. O Palmeiras tem dívida comigo desde junho e nunca falei disso para ninguém. É um clube que aprendi a amar".
Marcos Assunção não conseguiu acertar a renovação de seu contrato por causa da diferença salarial. Ele pediu R$ 300 mil mensais e o clube ofereceu o mesmo salário que ele recebia, R$ 250 mil. "Eu acredito que fui importante para o Palmeiras e por isso merecia ser valorizado".


