Sem arrependimentos, Nuzman já pensa em 2016
Rio - Para o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos do Rio (CO-Rio) e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, o evento encerrado domingo foi um sucesso absoluto no qual as falhas foram insignificantes. ''Nós não temos arrependimento de nada, repetiríamos a organização da mesma maneira'', afirmou ontem ao apresentar o balanço final da organização.
Durante a cerimônia de encerramento, domingo à noite, o presidente da Organização Desportiva Pan-americana (Odepa), Mário Vázquez RaÀa, voltou a elogiar o evento, classificando o Pan carioca como ''o melhor da história''. ''A avaliação mais importante que há é do dono dos Jogos. No caso do Pan, a Odepa é a dona e nós, meros executores. Esta avaliação é fundamental também pela repercussão internacional'', destacou Nuzman, deixando claro o peso olímpico da aprovação.
Em sua opinião, a cidade mostrou seu potencial e deu um passo a mais na luta pela eleição como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. ''Em sua última entrevista o presidente do COI e Ranã acham que o Rio deve ser candidato e que esta será uma candidatura forte para inaugurar as Olimpíadas na América do Sul. Isso adiantou em muito as necessidades da candidatura olímpica'', garante, transformando o projeto em anseio popular. ''Esta é uma candidatura da população, o povo quer hoje os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro''.
Afinetada pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva, ao falar da organização do Pan, a 'fogueira das vaidades' entre os três níveis de governo foi minimizada pelo dirigente. ''O Comitê Organizador é muito grato aos três governos''.
Carlos Roberto Osório, secretário do CO-Rio, divulgou que cerca de 1,3 milhão de pessoas adquiriram ingressos para assistir aos jogos e eventos da competição. ''O Pan teve ampla participação do publico. Foram 1.024.741 ingressos comercializados, o que deu uma renda de R$ 17 milhões. O público total chegou a, aproximadamente, 1,3 milhão de espectadores'', contou. ''É um público fantástico. Isso sem contar as várias pessoas que acompanharam as competições que não tem cobrança de ingressos, como as maratonas de rua e aquática'', completou Osório.
Problemas pontuais - Questionado sobre os problemas envolvendo mudanças nos horários de competições, venda de ingressos e até mesmo em relação às vaias do público, Nuzman disse que a perfeição não existe e que as dificuldades foram localizadas. ''Em Jogos Olímpicos, quem compra ingressos a partir de quartas-de-final não tem horários garantidos. A questão de horários é muito clara sobre isso. Mas fizemos uma operação de ingressos inédita na qual apenas 0,3% apresentou problemas. Ações como esta devem ter suas falhas, não há como não ter''.
As vaias, o dirigente classificou como uma questão evolutiva de comportamento. ''Houve no início dos Jogos e até a metade foram corrigidas e modificas'', explicou, garantindo que a questão não coloca em risco o projeto olímpico da cidade. ''Acontecem durante os Jogos Olímpicos também''. (Gazeta Press)





