O município de Londrina aguarda a resposta do Sancor Seguros Vôlei Maringá sobre a proposta apresentada para que a equipe profissional de vôlei feminino transfira suas atividades para a cidade e passe a representá-la na próxima edição da Superliga. A oferta inclui toda a estrutura necessária para o funcionamento da equipe, além de um aporte financeiro.

A negociação ocorre em paralelo ao encerramento da temporada do Sancor Maringá, eliminado pelo Minas nas quartas de final da Superliga na última sexta-feira (3). Após a eliminação, o clube iniciou o planejamento para 2026/27 e segue avaliando tanto a proposta londrinense quanto a possibilidade de permanência em Maringá. O município vizinho, que só havia se pronunciado de forma reservada até então, emitiu nota oficial após o fim do prazo inicial estabelecido pela equipe, que foi 30 de março, mas sem indicar se atenderá ao pedido do time, que é de R$ 500 mil para a temporada.

Segundo a Prefeitura de Maringá, há um esforço de apoio “dentro das possibilidades legais”, com ações voltadas à captação de recursos e intermediação com patrocinadores. O município afirma atuar na facilitação do uso de incentivos fiscais, como a destinação de Imposto de Renda para projetos esportivos, além de oferecer apoio logístico, incluindo transporte para competições.

“Paralelamente, a administração municipal realiza análise técnica de outras formas de apoio solicitadas pela equipe, sempre observando os critérios legais e orçamentários”, diz trecho da nota. Apesar do discurso de conciliação, ainda não há avanço concreto em direção a um acordo, enquanto aumenta a mobilização popular pela permanência do time na cidade, inclusive com apoio da torcida no duelo com o Minas, com gritos de "Fica, Maringá!" em todo o ginásio Chico Neto.

Sem pressão sobre o prazo, Londrina mantém sua proposta e aguarda as definições entre o clube e a administração maringaense.

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Sem repasse direto

Atualmente, a Prefeitura de Maringá não destina recursos ao time profissional. O único repasse existente é voltado à Amavôlei, projeto social que atende mais de 400 crianças e funciona como base da equipe, no valor de R$ 450 mil anuais.

Com um dos menores orçamentos da Superliga, o Sancor Maringá depende majoritariamente de patrocínios privados para custear salários de atletas e funcionários, além de despesas operacionais como transporte, logística, hospedagem, alimentação e fisioterapia. A diretoria defende que um apoio financeiro municipal permitiria redirecionar os patrocínios para reforçar o elenco e ampliar a estrutura interna.

Londrinense na seleção

Enquanto a cidade aguarda definição sobre um possível novo time para representar a cidade, o projeto Londrina Vôlei celebrou uma conquista importante. A central Ana Laura, de 14 anos e 1,93m, foi convocada para integrar a seleção brasileira sub-17 na preparação para o Mundial da categoria. A atleta foi escolhida após participar de avaliações da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). O torneio será disputado em agosto, em Santiago, no Chile.

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