Oito seleções masculinas jogam e definem hoje o destino de quatro das 12 vagas da Olimpíada de Sydney-2000. Elas disputam as quartas-de-final do Mundial de Basquete, no Olympic Coliseum, em Atenas, na Grécia. Os jogos: EUA x Itália, Espanha x Grécia, Iugoslávia x Argentina e Rússia x Lituânia. O Mundial abre cinco vagas para os torneios pré-olímpicos continentais, além de classificar automaticamente para a Olimpíada a seleção campeã do Mundial. ‘‘Torcemos pela Argentina e pelos EUA, mas contra a hipótese dos norte-americanos chegarem ao título’’, afirmou o presidente da Confederação Brasileira, Gerasime Bozikis, o Grego.
Caso argentinos e norte-americanos cheguem entre os seis primeiros, o Torneio Pré-Olímpico das Américas, em julho próximo, no México, oferecerá três vagas - uma original do continente e duas relativas ao Mundial - aos Jogos de Sidney.
O Brasil - que enfrenta Porto Rico hoje buscando o nono lugar - torce para os EUA ficarem entre os seis - sem o título. Grego afirmou ontem que o time campeão se classifica para a Olimpíada, mas não abre outra vaga para o seu continente. As 12 vagas olímpicas estão assim distribuídas: uma para a sede (Austrália), outra para o campeão do Mundial, cinco para os continentes dos países colocados do segundo ao sexto postos do Mundial, e uma para cada um dos cinco continentes (África, América, Ásia, Europa e Oceania).
Centenário - O Mundial entra hoje na etapa decisiva sem que nenhuma das 16 equipes da competição tenha atingido a marca dos 100 pontos em um jogo. Até agora foram disputados 46 jogos, e apenas quatro times conseguiram superar a barreira dos 90 pontos: a Iugoslávia duas vezes, por 99 a 54 contra o Japão e por 95 a 55 contra o Canadá; a Lituânia, por 97 a 56 contra a Coréia; Porto Rico, por 94 a 81 contra o Canadá (contagem mais alta do torneio, 175 pontos); e os EUA, por 96 a 78 contra a Austrália.
O técnico da seleção brasileira, Hélio Rubens Garcia, 57, atribui essa ‘‘economia’’ de pontos a três fatores, em especial: defesas fortes, critério de arbitragem e ausência de jogadores com alto nível técnico ofensivo. Para ele, a situação é preocupante porque ninguém gosta de ver um jogo com contagem baixa. ‘‘Tivemos jogos com 44 lances livres. Não é normal.’’

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