Seleção volta desidratada da quente Maracaibo
Maceió - Uma seleção desidratada. Foi assim que a equipe brasileira voltou de Maracaibo, na madrugada de ontem. A alta umidade do ar, o forte calor e a falta de reposição de sais minerais durante a partida provocaram mal-estar em todo o time do Brasil. ''Deu um desespero. Suava sem parar e a cabeça rodava'', contou Roberto Carlos. Para enfrentar em boas condições a Colômbia, quarta-feira, o grupo teve folga ontem, na capital de Alagoas, e não se submeterá a nenhuma atividade física até o dia da partida.
''Os atletas se debilitaram muito além do que imaginávamos. A única preocupação agora é trabalhar a recuperação deles, com repouso e a ingestão de carboidratos'', disse, em nome da comissão técnica, o preparador físico Moraci Sant'Anna. ''As circunstâncias acabaram desidratando bastante os jogadores.''
Ele contou que no primeiro tempo do confronto com a Venezuela não foi possível levar líquido aos atletas, por causa da distância entre o banco de reservas da seleção e o campo do Estádio Jose Encarnacion. ''Nossa programação previa que eles bebessem um repositor de sais minerais de 20 em 20 minutos. Isso não ocorreu por falta de oportunidade.'' O lateral Cafu foi outro que não se sentiu bem no jogo com a Venezuela e ontem à tarde ainda estava sob o efeito do desconforto. ''Tentei dormir de dia, não consegui.''
Sumiço - Logo que chegou a Maceió, Ronaldo, o Fenômeno, deixou as bagagens no quarto e saiu pelos fundos do hotel, de boné. De acordo com amigos, o craque do Real Madrid foi ao encontro da noiva, a modelo Daniella Ciccarelli. Eles têm um pacto de não ficar cinco dias sem contato.
Como Daniella não foi a Maracaibo, ficaram de se ver em Maceió. Até o início da noite, Ronaldo não regressara. (Agência Estado)





