A Seleção Brasileira embarcou na noite de ontem para o Equador disposta a driblar os problemas com a altitude no jogo de quarta-feira em Quito contra o Equador, pelas eliminatórias. A delegação ficará em Guaiaquil, que está no nível do mar, e só segue para Quito poucas horas antes da partida. Com isso, Leão espera atenuar o efeito dos 2.700 metros de altitude nos jogadores.
O ‘‘mal crônico das montanhas’’ – uma definição dos especialistas para os problemas causados pela altitude no indivíduo – já provocou sérios transtornos nos jogadores que ousaram desafiá-la. O atacante Macedo, atualmente na Ponte Preta, foi uma de suas vítimas. Num jogo do São Paulo pela Copa Libertadores da América de 92, contra o San Jose, em Oruro, cidade boliviana localizada a mais de 3.000 metros acima do nível do mar, o jogador recebeu ordens do técnico Telê Santana para entrar em campo no segundo tempo da partida.
Orientado pelo fisiologista do clube, Turíbio Leite de Barros, o Velho Mestre advertiu Macedo para que não desse piques longos, que não se desgastasse sem necessidade. Macedo fez pouco caso das orientações. Logo no primeiro lance partiu em disparada e foi cair quase na linha-de-fundo, desmaiado.

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