A seleção brasileira feminina de basquete sofreu um problema sério desfalque antes do embarque para o Pré-Olímpico de Havana. As meninas do Brasil chegaram a Cuba ontem, no fim da tarde, depois de uma viagem, com escala em Miami, que começou no domingo à noite, em São Paulo. E desembarcaram sem Janeth e Alessandra, duas das principais atletas do Brasil que formam a base da seleção. Janeth sofreu um assalto à mão armada no domingo e não pôde embarcar com o time. A pivô Alessandra não tinha o visto exigido para a entrada em Cuba, um descuido da atleta e da própria Confederação Brasileira de Basquete (CBB), a quem caberia organizar a viagem.
Os ladrões levaram o Golf de Janeth e sua bolsa, com documentos, talões de cheque e celular, motivo pelo qual a atleta teve de adiar a viagem. Ontem, a CBB informou que as jogadoras devem seguir para Cuba hoje à noite. Dificilmente chegarão a Havana a tempo de estrear com a seleção no Pré-Olímpico, que começa amanhã, com oito seleções.
O time já seguiria para Cuba sem a força máxima, iniciando um processo de renovação provocado pela desistência de atletas como Marta e Paula. Na avaliação do técnico, dependia de Janeth e Alessandra para o time continuar como um dos candidatos a uma das três vagas que estarão em disputa para a Olimpíada, em 2000.
Sem Janeth e Alessandra, a seleção, que já não teria as pivôs Marta (não aceitou a convocação), Cíntia Tuiú (está na Hungria) e Leila (não se apresentou), fica apenas com Helen, Silvinha e Rosângela entre as titulares. Além de substituir Janeth, o problema do técnico Antônio Carlos Barbosa será escolher uma pivô para a dupla com Rosângela entre as novatas Zaine, Kelly e Kátia Denise. ‘‘Chega uma hora em que é preciso renovar’’, observa o técnico. ‘‘É melhor que seja com aquelas que querem servir a seleção.’’ O Brasil foi ao torneio olímpico de basquete feminino duas vezes. Em 1992 foi 7º e penúltimo colocado. Mas desde a Austrália, em 1994, ocupa posição de destaque que deseja manter, classificando-se para a Olimpíada de Sydney.
Adversários - O Canadá é o adversário mais perigoso para o Brasil na primeira fase da Copa das Américas, em Havana, Cuba. A seleção brasileira integra o Grupo B, juntamente com Canadá, Porto Rico e Venezuela. O Grupo A tem Cuba, República Dominicana, México e Argentina. As duas primeiras colocadas de cada chave passam à semifinal, no domingo. As vencedoras disputam o título na segunda-feira. As três primeiras seleções asseguram presença na Olimpíada de Sidney, no ano 2000. Atuais campeões mundiais, os Estados Unidos já têm vaga garantida e não vão ao Pré-Olímpico.
Na estréia, amanhã, o Brasil enfrentará Porto Rico, que, embora não tenha tradição de títulos no basquete feminino, preocupa o técnico Antônio Carlos Barbosa. ‘‘É uma seleção que costuma contar com jogadoras que estudam e jogam em universidades norte-americanas, de bom nível técnico.’’ A Venezuela, que fará o segundo jogo com a seleção, na quinta-feira, é a equipe mais fraca da chave.

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