Seleção viaja para a África do Sul
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terça-feira, 25 de maio de 2010
Fábio GalãoEquipe da Folha 
Curitiba - A Seleção se despede hoje do Brasil e viaja para a África do Sul, onde, a partir do dia 15 de junho, vai tentar conquistar o seu sexto título da Copa do Mundo. No final da manhã, o grupo deixa o CT do Caju, em Curitiba, local em que foi feita a avaliação médica e física dos jogadores. No horário do almoço, a Seleção parte para Brasília, onde será recebida à tarde pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A viagem para Joanesburgo, em voo fretado, está marcada para as 17 horas.
Ontem, o goleiro Júlio César, da Inter de Milão, se apresentou no CT do Caju. Os jogadores fizeram em Curitiba os primeiros treinos com bola. Após ser xingado por torcedores por não ter permitido o acesso ao centro de treinamentos no final de semana, o técnico Dunga deixou a torcida acompanhar os treinos na segunda-feira e ontem.
O lateral Gilberto avaliou positivamente a estadia na capital paranaense. ''Esse momento que antecede a Copa é importante, com a preparação, a formação do conjunto, a oportunidade de trocar ideias com os outros jogadores. A expectativa é de fazer uma boa Copa do Mundo. A Seleção está conquistando títulos com o Dunga há bastante tempo e isso mostra a qualidade do trabalho que está sendo feito'', elogiou.
Gilberto achou importante o contato com o torcedor nos treinos. ''Tudo que a gente recebe de carinho e incentivo nos motiva. Hoje (ontem), tivemos a visita de um grupo de crianças surdas e mudas, e isso foi muito importante para a gente'', disse o lateral.
Paranaense
O atacante Nilmar, o outro entrevistado de ontem, afirmou que a oportunidade de participar de uma Copa do Mundo é um dos eventos que estão colaborando para fazer de 2010 o ''ano mais feliz'' da vida dele. ''Minha filha está para nascer em julho, que também é o mês do meu aniversário. Espero que esse momento maravilhoso seja completado com o título mundial'', apontou.
Nilmar é um dos dois paranaenses desta Seleção (o outro é o volante Kléberson). Ele comentou a sensação de representar o Estado. ''Sempre que joguei no Paraná recebi um carinho muito grande. Apesar de não ter atuado profissionalmente por nenhum clube daqui, sempre fui muito bem recebido por representar o Paraná. Acho que, para quem saiu de uma cidade tão pequena (Bandeirantes), chegar à Seleção foi algo muito importante'', relatou.
Ainda mais importante para quem sofreu com lesões no início da carreira e chegou a temer pelo futuro. ''Fiquei praticamente um ano sem jogar. Tinha 21 anos e toda a carreira pela frente. Essas lesões só me ajudaram porque me fizeram dar a volta por cima. Sempre vi o exemplo do Ronaldo, que teve lesões piores que as minhas, conseguiu voltar ao futebol e ser artilheiro de uma Copa do Mundo'', lembrou o paranaense.


