Rio de Janeiro - A seleção brasileira parte hoje em vôo fretado em busca de um sonho: manter a hegemonia do futebol mundial. Às 22 horas, deixa o Rio o avião da Varig que seguirá para Barcelona, com escala em São Paulo, com quase metade do grupo de Luiz Felipe Scolari convocado para a Copa da Coréia do Sul e do Japão. Os demais se juntarão à equipe na Espanha.
Por mais que Scolari tenha construído nos últimos meses discurso de apologia à coletividade, minimizando os destaques individuais da seleção, não há como negar o óbvio: o Brasil levará três estrelas: Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho.
No Aeroporto Internacional do Rio, a presença de Ronaldo deve servir como ‘‘injeção de ânimo’’ ao grupo. Mas, longe de qualquer figura de linguagem, uma injeção de verdade será aplicada nos atletas antes do embarque: a contra o sarampo, doença erradicada do País, mas que apresenta surtos em países da Ásia. Depois da Espanha, a delegação passará pela Malásia, chegará na Coréia do Sul em 26 de maio e, classificando-se para a segunda fase do Mundial, seguirá para o Japão em 14 de junho.
‘‘Sempre haverá o craque no nosso futebol e ele sempre será valorizado’’, observou Zagallo, que aposta em Ronaldo como destaque da primeira Copa asiática. O jogador não teve êxito nos últimos quatro anos. Sofreu duas lesões gravíssimas e problemas musculares. Ficou fora de atividade bastante tempo e esteve sob a ameaça de encerrar precocemente a carreira. Recuperou-se recentemente. Mas sua produção representa uma incógnita.

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