Para os jogadores da Seleção Brasileira, maior que o medo de atentados terroristas na Colômbia é a pressão pelo título da Copa América, competição que, para o Brasil, começa quinta-feira com a partida marcada contra o México. A segurança do grupo que embarcou ontem para Cali já foi providenciada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pelas autoridades colombianas, na opinião da maioria dos jogadores. Os atletas e a comissão técnica têm outra preocupação: vencer o torneio. ‘‘Se uma equipe vem de resultados negativos, a cobrança é sempre maior. No futebol, precisa-se ganhar sempre’’, resumiu o preparador físico Paulo Paixão.
A Seleção Brasileira embarcou acompanhada de seis agentes e um delegado da Polícia Federal. O técnico Luiz Felipe Scolari chegou ao Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, uma hora e meia antes do horário marcado e despistou os jornalistas. O centroavante Jardel embarcou com o grupo no Aeroporto de Cumbica. A baixa foi outro atacante, Élber, que viajou para a Alemanha no sábado e poderá não disputar o torneio.
Para Juninho Paulista, ‘‘seleção brasileira é sinônimo de vitória e de cobranças’’. ‘‘Quando veste essa camisa, o jogador é muito pressionado’’, afirmou o atacante do Vasco, que está negociando sua transferência em definitivo para o clube carioca (o passe pertence ao Atlético de Madri). Essa também é opinião do goleiro Marcos. ‘‘Seleção, quando entra num torneio, é para ganhar.’’
Quem nunca esteve na Colômbia recebeu conselhos dos jogadores mais experientes. Atletas e membros da comissão técnica com passagens por Grêmio e Palmeiras e que já disputaram jogos da Libertadores da América em Cali trataram de tranquilizar os colegas. ‘‘Sempre há guardas do Exército na porta do hotel e eles recomendam que não se saia à noite, mas os atletas não costumam deixar mesmo o hotel’’, disse Roger.
A Copa América está sendo encarada pelos jogadores como oportunidade para se firmarem na seleção. O técnico Luiz Felipe Scolari terá praticamente três semanas de convivência com o grupo e a maior parte dos jogadores que viajaram para a Colômbia deverá estar na lista de convocados para o jogo contra o Paraguai, dia 15 de agosto.
Com esse objetivo, o atacante Jardel adiou a assinatura de contrato e a apresentação à torcida do Olympique. O clube francês pediu que o jogador, contratado do Galatasaray, da Turquia, se apresentasse ontem. Jardel recusou.

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