Seleção terá menos dinheiro da Nike
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2002
Agência Folha 
São Paulo - Ricardo Teixeira voltou à cena em alta. Depois de retornar ao cargo de presidente da CBF, do qual ele esteve licenciado quase meio ano por motivos de saúde, o dirigente recebeu ontem o apoio unânime dos presidentes das federações para que permaneça à frente da entidade nacional.
Na tarde de ontem, Teixeira reapareceu comandando a Assembléia Geral da entidade, na Granja Comary, em Teresópolis. Na reunião, as contas de sua gestão, relativas ao ano passado, foram aprovadas.
O presidente da entidade anunciou que pretende reduzir em 25% o valor do contrato com a Nike, que também perderia os direitos de exploração da imagem da seleção e do site da confederação.
Teixeira também reivindica da empresa um aumento no valor anual para fornecimento de material esportivo, que passaria dos R$ 500 mil atuais para R$ 2 milhões.
O presidente também prometeu estudar o pedido da Rede Globo, que solicitou a redução das cotas a serem pagas por jogos da seleção e por competições organizadas pela CBF (Copa do Brasil e a Copa dos Campeões). A emissora pretende cortar a verba de R$ 1,2 milhão para R$ 800 mil.
Por fim, o presidente declarou que quer rever o calendário quadrienal do futebol brasileiro.
Ontem, o dirigente obteve liminar da Justiça do Rio proibindo a impressão e distribuição do livro CBF-Nike (editora Casa Amarela), de autoria dos deputados Sílvio Torres (PSDB-SP) e Aldo Rebelo (PC do B-SP), que relata as investigações da CPI da CBF-Nike.


