Os meias Alex e Ricardinho vão reeditar uma dupla formada no futsal, na Seleção Brasileira que enfrenta o Chile, amanhã à noite, em Santiago, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. Com a decisão do técnico Wanderley Luxemburgo de manter o esquema utilizado contra a Argentina, eles vão ser os responsáveis por municiar a dupla de ataque, que conta com Rivaldo e Amoroso. Embora o sistema seja o mesmo, a equipe terá quatro modificações em relação ao time que jogou contra a Argentina.
‘‘A gente joga junto desde pequeno; por isso, cada um conhece a característica do outro’’, afirmou o meia Ricardinho, substituto de Zé Roberto, que não foi convocado porque estava contundido. O corintiano ressaltou que atingir o entrosamento em campo é muito diferente do que na quadra de futsal. ‘‘Vou atuar com a mesma função que tenho no Corinthians, o que vai facilitar meu trabalho’’.
Para Alex, o fato de ter jogado com Ricardinho ajuda, mas o importante é o time inteiro se entrosar. ‘‘Precisamos de uma sequência de vitória’’, afirmou. Alex e Ricardinho jogaram junto durante três anos no time de futsal da AABB de Curitiba entre os anos de 89 e 92. Ele chegaram a ser campeões estaduais na categoria infantil.
No ataque, Luxemburgo optou por escalar Amoroso, que, segundo ele, tem características parecidas com as de Ronaldinho Gaúcho. ‘‘Ele tem velocidade e mobilidade’’, explicou.
Além de Amoroso e Ricardinho, Edmílson e Marcos Assunção são as novidade na escalação da Seleção Brasileira. Eles substituem Roque Júnior, contundido, e Vampeta, que está suspenso por ter recebido o segundo cartão amarelo. Luxemburgo admitiu que o fato de mudar quatro jogadores prejudica o entrosamento da Seleção Brasileira.
Um dia apenas de treino e Wanderley Luxemburgo não tinha outra alternativa a não ser repetir o que deu certo contra a Argentina. Contra o Chile, a Seleção Brasileira jogará com o mesmo esquema tático e se, possível, com a mesma garra daquele 26 de julho no Morumbi quando venceu (3 a 1) os argentinos. Luxemburgo não esconde que o Brasil corre risco, apesar de vestir o mesmo modelo que tirou a Seleção da crise nas Eliminatórias de 2002.
Quando decidiu pela repetição do esquema, o treinador levou em conta o escasso tempo de treinamentos. Por ordem da Fifa, que obriga os clubes a liberarem seus jogadores apenas quatro dias antes dos jogos oficiais das seleções, Luxemburgo encontrou os atletas ontem de manhã em Teresópolis, Rio. Ele mesmo, cuidando da Seleção Olímpica, só chegou de madrugada na Granja Comary.
Técnicos e atletas almoçaram juntos, conversaram um pouco e depois foram para campo. Um treino de 45 minutos e o time ficou definido com Dida; Evanílson, Edmílson, Antônio Carlos e Roberto Carlos; Marcos Assunção, Emerson, Alex e Ricardinho; Amoroso e Rivaldo. ‘‘Armei a equipe com o mesmo esquema que usamos contra a Argentina, mudaram só as peças. Não adianta também só repetir a tática, o time tem de jogar com a mesma disposição daquela partida. Já estamos disputando a Copa do Mundo, cada jogo é uma decisão. Eles (atletas) têm de por isso na cabeça. Corremos riscos. Pode ser uma grande jornada e também pode ser uma péssima exibição. Não temos outra saída.’’

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