São Paulo, 24 (AE) - A acirrada rivalidade entre os torcedores do futebol paulista pode atrapalhar o desempenho da seleção brasileira nesta quarta-feira, contra o Equador, às 21h40, no Morumbi. Ninguém admite, mas existe um certo temor entre a comissão técnica e os craques brasileiros. Nas conversas
os jogadores sempre deixam nas entrelinhas a preocupação em receber vaias. Principalmente, porque o Brasil não joga diante dos paulistas há 7 anos. "No eixo Rio-São Paulo, as vaias são mais comuns porque existe o clubismo", confirmou o consultor técnico Candinho. "Paciência, os torcedores torcem pelos jogadores de seus clubes".
O lateral-esquerdo Roberto Carlos, titular absoluto do time de Wanderley Luxemburgo, admite essa preocupação. "A torcida paulista é exigente porque conhece futebol", afirmou o jogador do Real Madrid, que passou pelo Palmeiras. Durante o Mundial de Clubes da Fifa, disputado em janeiro no Brasil, Roberto Carlos foi muito perseguido pelos corintianos. "Desta vez estarei com a camisa da seleção. Espero ter o apoio deles (torcedores). Sou paulista, comecei a jogar aqui no Estado."
Rivaldo, além de já ter atuado pelos arqui-rivais Corinthians e Palmeiras, sabe que será cobrado por ser o melhor jogador do mundo. Mas garante: não vai se abalar. "A pressão é normal, também é assim no Barcelona", disse o meia. "O importante é a vitória".

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