Seleção tem retrospecto ruim fora de casa
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segunda-feira, 04 de outubro de 1999
Por Emerson Couto (Enviado Especial) 
Amsterdã, 05 (AE) - Das 23 partidas da seleção brasileira sob o comando do técnico Wanderley Luxemburgo, 5 foram no campo do adversário. O desempenho, sob este aspecto, é ruim - 3 derrotas (Coréia do Sul, México e Argentina), 1 empate (Barcelona) e 1 vitória (Japão). Entre o treinador e os atletas, poucos sabem explicar a razão do insucesso.
"Não preparo minha equipe para ganhar ou perder fora de casa", explica Luxemburgo. "São resultados que aparecem naturalmente." "Contra a Holanda, teremos a oportunidade de mostrar que também podemos ganhar na casa do adversário", afirma Ronaldo, que ainda acumula no currículo o fracasso do Copa do Mundo da França, no ano passado. "Os holandeses levam, obviamente, vantagem nesta partida, o que não significa uma perda de confiança de minha equipe", pondera o treinador. Em junho, foram dois amistosos no Brasil contra a Holanda - uma vitória e um empate.
O lateral-esquerdo Roberto Carlos, do Real Madrid, está otimista e usa como exemplo a última vitória da seleção, diante da Argentina, por 4 a 2, em Porto Alegre. "Deixamos uma boa imagem e tenho certeza que teremos uma torcida de milhões de pessoas mesmo a distância", disse.
Roberto Carlos não acredita na influência da pressão da torcida adversária e aponta uma evolução importante e fundamental para vitórias da seleção. "Estamos sabendo aproveitar os espaços do campo, sem a posse da bola."
CONTA-GOTAS - A apresentação dos atletas, hoje, no Hotel Amsterdam Inn, foi sendo feita aos poucos. Os "espanhóis" Sávio e Roberto Carlos foram os primeiros a chegar, por volta das 16 horas locais (meio-dia no Brasil). Depois vieram os "alemães" Evanílson, falando de sua adaptação na fria Dortmund; e Élber, do Bayern de Munique, garantindo que vai derrotar Borussia, em breve encontro, equipe do lateral-direito.
Da Inglarerra, chegou, depois, Silvinho, enchendo a bola de Augusto e Kléber, seus substitutos no Corinthians, ao contrário dos torcedores. Apareceram, então, Émerson, que viajou por duas horas de carro, de Leverkusen; e César (Paris Saint-Germain), este sem dinheiro para pagar o táxi. Ronaldo virou o centro das atenções. Depois, chegaram oito "brasileiros, acompanhados da comissão técnica. Pouco mais tarde, foi a vez de Rivaldo. Cafu, Antônio Carlos e Marcos Assunção, da Roma, chegariam no fim da noite.
Amanhã , a seleção tem programados dois treinos, pela manhã e à tarde. Segundo Luxemburgo, não haverá coletivo até sábado, dia do jogo. A definição do time titular sai apenas quinta-feira. Na Holanda, o técnico Frank Rijkaard chamou, de última hora, o zagueiro Winston Bogarde, do Barcelona, para substituir os machucados Jaap Stam (contusão no tendão de Aquiles) e Frank de Boer (lesão nos ligamentos do joelho esquerdo). De Boer fica, pelo menos, 45 dias afastado dos gramados.


