Seleção Sub-23 terá Diego, Robinho e Kaká
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terça-feira, 01 de julho de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O técnico da seleção brasileira olímpica, Ricardo Gomes, terá o privilégio de reunir pela primeira vez as três principais revelações do futebol brasileiro dos últimos anos: o meia Kaká, do São Paulo, além do meia Diego e do atacante Robinho, ambos do Santos. Os três integram a lista dos 18 convocados para a disputa da Copa Ouro, nos Estados Unidos e México, entre os dias 12 e 27 (veja todos os convocados no quadro ao lado). Mas o treinador já avisou que não existirá espaço no time para ''estrelismos'' e ainda cogitou a possibilidade de não escalar o trio entre os titulares, ''caso não se entendam''.
Para Gomes, o principal desafio será o de armar um esquema que possa explorar ao máximo a habilidade dos três jogadores. No entanto, alertou que só terá três dias para treinamentos antes da estréia contra o México, no dia 13, na Cidade do México.
''Se sentir que não vai dar certo, os três não vão atuar juntos'', afirmou Gomes. Em seguida, reconheceu a má fase de Kaká, mas não se furtou em elogiar o meia são-paulino, a quem espera ajudar a recuperar o futebol durante a Copa Ouro. Robinho e seus problemas de finalização foram outro assunto a merecer atenção especial do treinador.
''Ainda bem que o Robinho tem alguma coisa para evoluir e ele vai ter tempo para isso'', considerou Gomes. ''O problema é que esses meninos têm jogado muito e sobra pouco tempo para treinar. Com o tempo, o jogador vai ficando destreinado.''
Gomes frisou que não está levando a ''força máxima'' para a competição continental, mas garantiu que espera contar com 80% desse grupo para a disputa do Pré-Olímpico, em janeiro, no Chile. O técnico da seleção Sub-23 admitiu que precisou negociar com os técnicos de clubes brasileiros para poder montar sua lista de convocados.
Emerson Leão e Vanderlei Luxemburgo, por serem técnicos dos times que cederam o maior números de jogadores, Santos e Cruzeiro, respectivamente, influenciaram decisivamente na convocação. ''Eles me pediam para não levar tal jogador porque não teriam um substituto. Aí, eu acertava a liberação de outro'', explicou.
Um problema a mais para Gomes foi o fato de a Copa Ouro não ser uma competição reconhecida pela Fifa. Só este motivo já seria o suficiente para os clubes se recusarem a liberar seus atletas.


